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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pare de se sentir culpado por tudo!

Por Luiz Antonio Gasparetto

Claro que, quando erramos, temos que nos desculpar. Ser humilde e reconhecer os próprios erros faz parte da vida. Mas, muitas vezes, nos sentimos culpadas sem termos feito nada errado!

Veja como se livrar desse sentimento e sinta um alívio instantâneo

Você já reparou que a grande maioria das pessoas vive às voltas com a culpa? Culpa por não dar a atenção devida ao amigo. Culpa por não acolher tal pessoa. Culpa por ter (ou não) tomado tal atitude… Os motivos variam, mas lá está a culpa sempre nos atormentando.


Pois eu digo que a paz interior só será conquistada se você ouvir a própria alma e der espaço para o bom-senso. A culpa, minha gente, assim como a tristeza, a angústia, a pena e todas as sensações ruins, são puro sentimentalismo.


A sociedade nos obriga a sermos bonzinhos, e sofremos com essa imposição. A culpa traz dor e desconforto. Significa que estamos agindo inadequadamente, dando uma farta atenção às cobranças infundadas que são feitas nas nossas vidas. “Você tem que ser assim, você tem que fazer assado”, nos dizem.

Por exemplo: temos que fazer algo pelo outro porque ele é coitadinho. A ameba do “tem que” aparece e diz que você “tem que ajudar’. Ela pressiona, traz a culpa e você acaba cedendo. Veja bem: culpa nada tem a ver com a sua vontade, que é genuína e vem da alma.


Quando a gente dá ouvidos a essas amebas perdemos o entusiasmo, bloqueando nossos caminhos. Ora, dê uma basta nisso. Lembre-se: você não é obrigada a fazer nada que sua alma não queira de fato.

Você notará um alívio ao ficar em sintonia com sua alma. Não importa o que dizem a seu respeito. Você está bem consigo mesma. Com o tempo, sentirá ainda mais coragem pra ser autêntica com as pessoas. Pare de pedir desculpas e assuma-se. O respeito por si mesma fará você aperfeiçoar suas habilidades sem sofrer.


Agora você pode perguntar: como ficar do lado da minha alma? Simplesmente sendo você mesma! Confie no próprio taco, não faça tipos para agradar ninguém, faça só o que gosta. Quem não está bem consigo mesmo, não vai pra frente. Quem está, se realiza.


Meu recado é: ouça a voz que vem do seu coração. Não subestime sua intuição. O desafio é administrar a nossa alma de um lado e, do outro, tudo o que se aprendeu e as cobranças. Imponha-se! Assim, você encontrará a paz e se libertará das falsas culpas.

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/luiz-gasparetto/

http://www.stum.com.br/blog/blog.asp?id=10715

http://navecomando.blogspot.com/


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que é preciso para você ser feliz?

Luiz Antonio Gasparetto

A satisfação só existe quando seus desejos fazem um elo com as verdadeiras necessidades da sua alma. Pergunte a si mesma o que você quer e faça suas escolhas.

Você já reparou como enfrentamos diariamente uma tempestade de demandas? "Você precisa disso", "Tem que comprar logo aquilo", "Leia esse livro", "Você ainda não assistiu aquele filme?", "Tem que saber", "Você precisa melhorar"...

Ufa! Se bobear, a sociedade cria um zilhão de necessidades e tarefas pra gente. Resultado: chega um momento em que as pessoas ficam perdidas num mar de atividades que não representam uma conexão verdadeira com a alma de cada uma.

Sabe aquelas pessoas que comem compulsivamente, engordam e acham que está tudo bem? Isso denuncia que algo está errado. Lá no fundo, há insatisfação e necessidades não atendidas. Amadureça! Assuma-se! "Ai, estou gorda e viciada"; "Ai, a doença da minha filha está acabando comigo". O que é isso? Você já parou para confrontar seu eu?

Cada dia mais, eu percebo como as pessoas vivem em busca de objetivos falsos, efêmeros: ter reputação, ser chique, não errar... Será que essa figura que você está tentando incorporar tem a ver com sua alma e vai te fazer sentir-se bem? Avalie!

Precisamos ser coerentes com a alma. Senão, o mundo nos leva por um caminho que não tem nada a ver com a gente. Centre-se no silêncio do seu mundo interior. Diga não a tudo que está à sua volta e que não se conecta com você.

Pergunte, lá no fundo, de que você realmente precisa para ser feliz. Confronte-se já! Olhe para si e procure estar a favor da sua alma, da sua libertação, da sua paz.

E não me venha com problemas e com choradeira, porque isso não resolve nada. Quem fica na lamentação e na culpa não se encara. Se você pegou essa coluna para ler, é porque está preparada para se confrontar.

Todo momento é de restauração. Um passo em direção ao que a natureza quer de nós anula todas as atitudes passadas, todos os desencontros e perdas. Quando os desastres, as catástrofes e as doenças vêm até nós, é para nos mostrar que estamos negligentes, voltados a um mundo fantasioso e negativo.

Devemos cultivar dentro de nós a semente da generosidade e do bem. A alma tem necessidade de amor, de paz, de ser boa. Esse é o mundo do espírito. Então, caminhe em direção àquilo que realmente te faz bem!


http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/colunistas/luiz-gasparetto/preciso-voce-ser-feliz-557825.shtml

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Aprenda a exercitar o auto-respeito

Por Luiz Antonio Gasparetto

Valorizar suas próprias vontades e parar de dar ouvidos às críticas das outras pessoas são os primeiros passos para alcançar o sucesso.

Estamos acostumados a dar crédito para os outros e, por isso, as críticas nos machucam tanto. Além disso, o segredo do sucesso era justamente não dar ouvidos a elas, especialmente porque as críticas sempre vão existir. Reforço: jamais conseguiremos satisfazer a todos. O ponto de partida? Ficarmos do nosso lado, nos darmos o devido valor e não nos criticarmos. É claro que isso leva um tempo, mas é possível, viu, gente!? Aos poucos, vamos treinando o princípio do auto-respeito. E o melhor de tudo: quanto menor for o medo da crítica, maior será a criatividade e o sucesso.

Muito bem, para facilitar esse processo, sugiro um exercício que vai ajudá-la a tirar aquela pastinha chamada ‘os outros’ de dentro de si. Está disposta a deixar os seus sentimentos, sua vocação e sua percepção em primeiro plano?

Feche os olhos e observe onde estão esses ‘outros’. Geralmente, eles se localizam sobre a sua cabeça, fruto daquelas primeiras críticas que você sofreu quando ainda era uma criança. Muito bem: que tal soltá-los completamente? Reconheça que os outros estão ali, que o pensamento e a vontade deles estão ali. O raciocínio, o corpo, os olhos e a boca são deles. Você, por sua vez, está dentro de si mesma. O resto é pura ilusão.

Agora, diga para si mesma: “Eu posso amar os outros, mas é só amor o que tenho por eles. Eles não estão dentro de mim”. Isso mesmo, deixe-os fora: pais, irmãos, família e pessoas do mundo em que conviveu ou convive. Independentemente do que eles querem ou do que eles vêem, nada disso tem importância para você. Muito bem: vamos tirar a importância dos outros! Sinta seus próprios olhos. Sinta seus pensamentos.

Como é bom ter a liberdade de pensar por conta própria. Sinta os seus próprios ouvidos. Sinta-se única e repita: “O que os outros sentem são deles. Até respeito, mas não assumo. O meu é meu, porque assim a vida quis. Isso é o básico, o real, o exato. Deixo sair de mim toda a energia dos outros. Eles não têm mais forças, porque eu não lhes dou mais esse poder. Não preciso saber o que querem, o que pensam, o que sentem. E se eles se manifestarem, nada disso tem a ver com a minha vida. São eles que devem mudar e não eu. Somente eles podem fazer algo por eles mesmos. Eu posso até colocar ajuda à disposição. Mas eles se ajudam se quiserem. E é um direito deles ficarem ofendidos comigo. Reafirmo: não estou neles. Não assumo nenhuma crítica”.

Agora, libere as dúvidas que você tem. Solte o passado e todos aqueles que lhe ofenderam. Por fim, diga: “Eu desculpo as pessoas e, ao mesmo tempo, desculpo a mim mesma. Liberto os outros de mim. Solto os fantasmas do meu passado e as pessoas que guardei dentro de mim apenas porque elas me feriram. Liberto a todos. Vou soltando, porque o que os outros dizem não tem valor para mim. O que os outros fazem não tem um valor maior do que o que eu faço. E vou soltando. Eu não preciso reagir, pois as críticas não me afetam mais. Não têm mais importância. Os elogios também não. Dou valor à verdade e só eu posso reconhecê-la. E, daqui para a frente, só vou confiar nos meus sentidos”.


http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=9771


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Delicadeza


Com delizadeza você se fortalece
Nem sempre a gente precisa usar a força para atingir nossos objetivos. Descubra que a delicadeza tem poderes e aprenda a exercitá-la no dia-a-dia.

O mundo invisível está sempre trabalhando a nosso favor. Imagino, no entanto, como deve ser difícil acreditar que temos uma força ao nosso lado. Pois este exercício que proponho agora vai ajudá-la na busca dessa certeza. Sim, essas forças estão realmente com a gente. Vamos lá?

Vamos provocar estados que possam favorecer essas forças. Nesse momento, coloque a harmonia e a tranqüilidade dentro de si. Deixe a encrenca, a briga e as reclamações de lado. Aprenda a reivindicar, e não a reclamar. Reclamar é não ter nenhum movimento de ação positiva para melhorar o que se quer. Reivindicar, por outro lado, é importante, faz parte do processo da vida, do nosso processo democrático e também espiritual e filosófico. Vamos, portanto, criar um mundo cada vez melhor. Dentro dos limites e das nossas condições, é claro! Mas vamos deixar as queixas de lado.

Queixa é só arrogância, lamentação, vitimismo, autopiedade, austeridade infundada, rigidez. Vamos sair dos bancos de juízes. Não somos juízes de ninguém e de nada. Vamos fazer como os sábios: abrir para tudo ver, tudo entender, sempre se dizendo “nada sei”. Para que nesse “nada sei” abra-se a possibilidade do saber mais.

Pare de querer controlar a sua vida e a de todos ao redor. Isso só desgasta sua energia e cria mais frustrações, raiva e perturbação. Compreenda que só temos o agora. Fique, então, aqui agora. Dê a mão à vida como quem a cumprimenta e pare com essa briga, essa luta ou qualquer outra batalha.

Deixe seu coração repousar na crença de que há maneiras inteligentes e melhores para você aprender o que é certo e resolver as coisas. Você não precisa aprender pela dor, aprenda por amor. A si mesma. Ceda a si mesma. Pare de disputar, de querer mostrar. Dê a si mesma o sossego da liberdade de viver cada momento e, também, de poder mudar. Pare com as promessas longínquas de que não poderá cumprir. Ponha suas metas entre parênteses, porque a vida pode ter outros planos para você.

Esteja pronta a mudar de rumo. Porque a certeza da morte nos impõe isso. Mas não só a morte pode ser a grande mudança. Outras coisas podem ser grandes mudanças. O importante é caminhar com as forças invisíveis a nosso favor, para que elas possam nos desenvolver. Para que nosso poder aumente, assim como nossa capacidade de criar sempre o melhor. Descanse na aceitação de tudo e de todos.

Jogue fora suas formas, sua moral. Serene essa sua luta diária e essa busca incessante da paz. Porque, quando paramos de buscar, as coisas vêm a nós. Sei que é difícil. Afinal, o desejo a domina. Mas, quando nós abandonamos esse tipo de atividade psicológica, tudo começa a vir em nossa direção. Cai no nosso colo.

No mundo invisível, tudo se move de uma forma que não sabemos como é. E, de repente, as realizações começam a se manifestar. Parece magia, porque não enxergamos como esse fenômeno acontece. Mas um dia enxergaremos melhor. Por isso estamos caminhando para a lucidez total.

Vivemos em vários níveis de universos energéticos sobrepostos, mas vamos ainda compreender que vivemos num mundo em que nos colocamos nas situações que nós criamos. Sinta-se sempre capitã do navio, mude seu rumo. O agora tem o poder de criar o futuro. Nós somos a própria vida individualizada, a própria inteligência da natureza manifesta da realidade.

domingo, 3 de abril de 2011

Liberte-se



Liberte-se da influência do outro!
Por Luiz Gasparetto
Como as energias externas influenciam o nosso cotidiano, identificá-las é uma questão de sobrevivência.
Vocês não têm noção do quanto absorveram de seus pais só por estarem convivendo com eles. Vi, por exemplo, mulheres com medo da sexualidade sem que tivessem sido ultrajadas! Elas incorporaram da própria mãe o constrangimento que ela tinha sobre o assunto por questões religiosas e culturais. Isso significa que, sem querer, incorporamos conceitos e achamos que aquilo nos pertence.

Portanto, tome uma atitude. Não deixe que esses fenômenos aconteçam e você leve a pior. Sim, porque estar ligada às energias alheias é estar com a vida presa, atada por completo. E sinto dizer: uma das influências mais frequentes é a da mãe. Com a intenção de querer o bem para o filho, as mães acabam adotando condutas inadequadas na educação.

Quando peço aos pacientes para perguntarem ao próprio corpo à energia de quem eles estão presos, geralmente aparece a mãe. Ela surge em várias partes do corpo. Se você senti-la nas pernas significa que ela interfere na sua liberdade de ir e vir. Se for nos ombros mostra que você assume a vida que ela determinou. Nos olhos? Por certo, ela quer que você enxergue a vida como ela. Na garganta significa que você só pode expressar seus sentimentos sob sua autorização. Nos seios? Revela que ela lhe ensinou a pensar mais nos outros do que em si mesma. A influência energética da mãe se expressa como uma voz na sua cabeça que fica falando: isso pode, isso não pode etc.

Não adianta argumentar indo contra a educação que ela lhe deu; dessa forma você cria um conflito. E argumentar é alimentar esse conflito. Uma vez reconhecida a influência da mãe, pare e diga: isso não é meu, não vou cultivar essas ideias. Quero fazer apenas as coisas que EU acho certas. Se errar e tiver que pagar, eu me banco.
Talvez você tenha se deixado influenciar por sua mãe porque queria a aprovação dela. Mas agora chega. Mande esses conceitos embora porque eles estão atrasando sua vida. Falei da mãe porque a convivência com ela é significativa. É claro que outras pessoas também exercem influência, como seu pai, namorado, irmão, amigo.

Seja quem for, liberte-se. Como? Se aprove, se ame e se baste.

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/luiz-gasparetto/categoria/superacao-e-otimismo/


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Ana diz: de forma nenhuma a intenção é desmerecer as mães, eu estaria atirando nos meus pés!
A intenção é compreender que as pessoas que nos educam não são super-heróis, perfeitos e com todas as respostas sempre. Fazem o que podem, e com extremo amor, porém nem sempre dá certo.
Se você identifica castrações, pudores, fragilidades que ainda cultiva por causa dos "isso não pode", "isso não é certo", "seja bonzinho, Deus castiga!" e afins, trabalhe isso, e liberte-se. Sempre abraçando com infinita gratidão a intenção amorosa de quem te educou.
É um passo muito importante compreender e trabalhar essa questão em nós. Compreender com lucidez que o que se está fazendo não é ingratidão ou desvinculação, apenas reconhecendo alguns processos (muito bem-intencionados) de educação e preparo para a vida que não deram certo. Excesso de zelo e cuidados, que castraram em vez de preparar para voar, noções duais passadas de geração a geração que já é hora de sepultar.




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011