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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Série Trabalhadores da Luz - O Seu Ser de Luz



Jeshua canalizado por Pamela Kribbe

Nos capítulos anteriores da Série Trabalhadores da Luz, nós fizemos um relato, mais ou menos cronológico, sobre a história e o desenvolvimento interior das almas dos Trabalhadores da Luz. Essa história pode lhes dar a impressão de que vocês se desenvolvem no tempo, do ponto A para o ponto B, da escuridão para a luz, da ignorância para a sabedoria. E, de uma certa forma, esse é o caso.

Mas, neste último capítulo, nós queremos dirigir a sua atenção para uma perspectiva diferente, uma forma diferente de olhar para si mesmos. Uma perspectiva que os eleve para fora do tempo, para fora de uma história particular, e os faça conhecer sua existência atemporal, ou seja, a sua multidimensionalidade.

Existe uma parte de vocês que é totalmente independente de espaço e tempo. Esta parte é livre para entrar, a qualquer momento, em qualquer dimensão ou área de experiência que ela deseje. Ela é livre para escolher entre escuridão e luz em qualquer momento.

Da sua perspectiva terrena, vocês caminham do ponto A para o ponto B de um modo linear. Por exemplo, vocês atravessam os quatro estágios de desenvolvimento que nós discutimos, passo a passo. No entanto, de uma perspectiva atemporal, multidimensional, o seu eu verdadeiro não está se desenvolvendo no tempo, ele é aquele que está experienciando o desenvolvimento. O seu eu verdadeiro não precisa se desenvolver. Ele admite essa experiência por sua própria livre escolha. Esta escolha é motivada por um conhecimento profundo do enorme valor de se experienciar a dualidade.

Da perspectiva do seu Ser espiritual e atemporal, vocês são livres, a qualquer momento, para experienciar qualquer ponto da linha entre A e B e Z. Vocês podem ativar qualquer realidade de consciência para si mesmos, a qualquer momento, pois a idéia de que vocês estão presos dentro de um certo estágio de desenvolvimento é, em última análise, apenas uma ilusão.

A razão pela qual queremos dirigir a sua atenção para esta perspectiva, é que ela pode ajudá-los a transpor as barreiras internas. Pode ajudá-los a penetrar através daquele véu de ilusão e entrar em contato direto com seu próprio Ser de Luz: a energia do anjo que você verdadeiramente é.

Para que vocês compreendam esta perspectiva como um ponto de vista real, a partir do qual vocês podem olhar para si mesmos, nós precisamos discorrer um pouco sobre a noção de tempo.

TEMPO

No nível mais elevado da unidade, não existe tempo. Este é o nível do Espírito, Deus, existência pura (vejam o capítulo anterior). Neste nível, não existe nenhum desenvolvimento, nenhum “tornar-se”, mas apenas “ser”. No nível mais baixo da unidade, onde a separação é experimentada mais fortemente, emprega-se uma noção de tempo falsa, linear. Com “falsa” quero dizer uma noção científica, abstrata de tempo, completamente destituída de subjetividade e conteúdo percebido. Neste sentido, o tempo é uma estrutura objetiva fora de vocês. O tempo é algo colocado sobre as suas experiências como uma moldura externa.

Um “curriculum vitae”, por exemplo, que vocês enviam quando estão procurando emprego, geralmente consiste dessa descrição objetiva e linear de fatos. Neste ano eu fiz isto, naquele ano eu me formei em tal escola, etc. Vocês enfatizam o lado externo, visível, das coisas. O lado interno das coisas – a motivação, o significado, a subjetividade – é deixado de fora.

Nos níveis energéticos entre a unidade e a separação, o tempo é uma realidade que “flutua” com as suas experiências. O tempo é uma idéia experimental: uma forma de esculpir a experiência. Nesses níveis, existe tempo, mas ele não é uma coisa independente ou externa às suas experiências.

Por exemplo, nos planos astrais, onde vocês viajam durante o sono e também depois que morrem, não existe “tempo de relógio”. O tempo do relógio é a tentativa máxima de desconectar o tempo da subjetividade, isto é, de vocês e das suas experiências. É uma grande ilusão. Nos planos astrais, o tempo é o ritmo das suas experiências. Às vezes vocês descansam, agora vocês encontram alguém, depois vocês estudam para si mesmos, etc. Quando um estágio termina e um outro começa não é determinado pelo tempo do relógio – algo externo – mas pelo seu fluxo interno de sentimentos, por aquilo que parece natural para vocês.

Este sentido natural do tempo ou ritmo também pode fazer parte da vida na Terra. A subjetividade do tempo, isto é, o fato de que o tempo pode ser experimentado de formas diferentes em várias circunstâncias, é familiar a todos vocês. Vocês dizem que “o tempo voa” quando vocês estão se divertindo, enquanto o tempo parece ficar parado quando estão na sala de espera do dentista, ou numa fila no supermercado.

Agora, o cético dentro de vocês poderá dizer: o tempo é percebido como vagaroso, quando as circunstâncias experimentadas são negativas, enquanto o tempo parece ir mais rápido quando as circunstâncias são positivas. Mas, o tempo em si é sempre o mesmo, tiquetaqueando da mesma forma rígida, independente de como vivenciamos as coisas.

Esta é a noção de tempo de “estrutura objetiva”, também chamada noção linear de tempo. Ela se origina de uma abordagem racionalista, científica do tempo.

Mas, imaginem que não existissem relógios, nem noite e dia, nem quaisquer influências naturais como o sol, a lua e as marés, com as quais se pudesse medir o tempo. Então, vocês só poderiam confiar no seu sentido subjetivo de tempo. Sua medida objetiva de tempo – o relógio – não se baseia realmente em alguma coisa externa; ela é o produto da mente humana que deseja dividir e classificar. A mente humana extraiu certos tipos de coisas do fenômeno natural da Terra. Mas “o tempo em si”, independente do fator humano, não existe. É uma ilusão, que é o produto de um tipo de consciência que está presa na crença da separação.

O tempo é essencialmente subjetivo. O tempo é uma forma de moldar a experiência de tal forma que vocês possam compreendê-la. Por exemplo, às vezes vocês dizem de alguém: “Ele é uma alma velha”. Vocês realmente estão pensando no número de anos ou de vidas dessa pessoa, quando se referem à velhice da sua alma? Ou estão querendo dizer que ela expressa certas qualidades, como sabedoria, equilíbrio, serenidade, mais do que uma certa quantidade de tempo? A referência ao tempo, na expressão “alma velha”, é realmente uma referência à experiência.

O tempo, no sentido completo da palavra, é a “dinâmica do vir a ser” no nível interno. Pode ser um conceito útil, enquanto os ajude a articular o ritmo ou fluxo natural das coisas. Mas, quando concebido como uma coisa objetiva, pairando sobre vocês, ele tende a limitá-los e a distrai-los. Vocês não estão limitados a uma determinada linha de tempo. Vocês não são um ser linear. Existem níveis do seu ser que estão fora da estrutura do tempo que vocês estão vivenciando no presente. É para este aspecto de vocês, isto é, para a sua multidimensionalidade, que nós queremos dirigir a sua atenção agora.

MULTIDIMENSIONALIDADE

De acordo com a noção linear de tempo, você não pode estar presente em mais de um lugar ao mesmo tempo. Por “você”, o conceito linear quer dizer o seu corpo, seu cérebro e sua consciência, que, de alguma forma, está presa ao seu corpo/cérebro (a ciência ainda não consegue explicar exatamente como o corpo e a consciência estão “amarrados”, mas ela afirma – geralmente – que a consciência não pode existir sem um corpo físico).

De acordo com o conceito “completo”, subjetivo, de tempo, você está presente onde quer que a sua consciência resida. Onde você está, no tempo e no espaço, é determinado pelo foco da sua consciência e não pela localização do seu corpo.

Por exemplo: você está na estação, esperando que o seu trem chegue. Como ainda vai demorar algum tempo, você se senta e fica ali fitando o nada e, sem perceber, você entra num estado ligeiramente alterado de consciência. Você está pensando em alguém com quem você esteve conversando ontem. Você se lembra claramente de toda a conversa e de como você foi afetado por ela. Você revive alguns aspectos da conversa, trazendo-a do seu passado para o seu momento do Agora. O que realmente está acontecendo aqui, é que você está viajando para o passado e visitando as energias daquele momento outra vez. Suas energias do Agora interagem com as energias do Passado, possivelmente criando alterações na sua experiência daquele momento e, assim, alterando o passado.

Por “alterar o passado”, nós não queremos dizer que você altera alguns aspectos físicos, mas que você os cobre com uma interpretação ou perspectiva diferente. Entretanto, ao alterar o conteúdo percebido de um certo acontecimento passado, você está, num certo sentido, alterando o acontecimento para você.

Apenas pense neste exemplo.

Você teve uma conversa com alguém, que ficou muito ofendido por causa de um comentário seu, que realmente não tinha nenhuma intenção de ser uma crítica. Essa pessoa, com quem você estava falando, começou a destratar você e logo foi embora. Você, por sua vez, acabou ficando ofendido, sentindo-se mal compreendido, zangado e chocado ao mesmo tempo. Depois que você chegou em casa, ainda se sentiu aborrecido por algum tempo, mas depois deixou essa questão de lado e teve uma boa noite de sono. No dia seguinte, na estação, você teve que esperar o trem e então, subitamente, lembrou-se daquela conversa esquisita, onde as coisas acabaram mal de uma forma tão surpreendente. Agora você olha para isso de uma perspectiva diferente e, de repente, você percebe porque o homem se sentiu tão ofendido com o seu comentário. Você se lembra de alguns fatos do passado dele, que você tinha simplesmente esquecido antes de ter aquela conversa. Agora você pode ver a reação emocional dele sob uma luz completamente diferente, principalmente como não tendo nada a ver com você. Não era você que estava causando a dor; você apenas trouxe à tona uma antiga ferida de dentro dele. Esta perspectiva ativa uma resposta emocional diferente dentro de você. Você sente um certo alívio interno e, sim... perdão. “Ah, agora eu entendo... pobre sujeito.”

Nesse momento, você está recriando o passado. Você está cobrindo-o com uma interpretação diferente dos fatos, que substitui a sua reação inicial. Para ser claro, isto não significa que a reação inicial não aconteceu, mas que as energias de raiva, choque e desentendimento foram transformadas em compreensão e perdão. Aconteceu uma “alquimia espiritual” através da interação entre o passado e o presente.

Na verdade, os fatos físicos não são tão importantes. É o conteúdo percebido de uma situação, a sua reação energética a ela, que realmente molda a sua vida e a sua realidade. Portanto, podemos dizer corretamente que você pode alterar o seu passado, viajando através do tempo até as energias do passado que ainda precisam de uma resolução.

Enquanto você está na estação, conduzindo a sua viagem através do tempo, existe alguma camada da sua consciência que ainda está presente no seu corpo. Você pode perceber, “no fundo da sua mente”, que suas mãos estão ficando frias ou que algumas crianças estão falando alto atrás de você. A consciência é capaz de se dividir. Ela pode estar em lugares diferentes ao mesmo tempo, o que quer dizer que a consciência pode residir em diferentes realidades energéticas ao mesmo tempo.

Este é o significado da multidimensionalidade.

Sua consciência não é limitada ao espaço e ao tempo. Embora vocês tenham um acordo básico, durante seu tempo de vida na Terra, de que alguma parte da sua consciência esteja sempre conectada com seu corpo terreno, isso não quer dizer que ela seja limitada a um ponto específico no tempo. Vocês não são limitados pelo passado nem pelo futuro, pois eles não são fixos. Eles são campos líquidos de experiência. Eles são mutáveis e vocês podem interagir com eles a partir do Agora.

A sua consciência é multidimensional, mesmo quando vocês pensam que estão presos dentro do seu corpo físico. Vocês conhecem a expressão “Ela está presa no passado”? Uma pessoa não pode se desapegar do passado e sua consciência está preenchida por experiências e emoções passadas, tais como arrependimento, remorsos ou simplesmente tristeza. Essa pessoa “não está aqui”. Ela está literalmente no passado. Como no exemplo acima, ela está interagindo com o passado a partir do momento presente, mas não de uma forma liberativa, alquímica. Seu corpo está presente no aqui e agora, mas ela está presa no passado. Para ela, o tempo se mantém parado, enquanto o relógio está tiquetaqueando e medindo as semanas e meses que vão passando. Isto é porque ela não se move experimentalmente. Ela não flui com os processos naturais da vida e da experiência. Este é um exemplo de multidimensionalidade. Mesmo quando vocês se limitam a um foco tão estreito de consciência, vocês estão sendo multidimensionais. Com isso eu quero dizer que multidimensional não é algo que vocês se tornam, mas algo que vocês são. Faz parte da sua natureza, faz parte do seu estado natural de ser.

A verdadeira questão é: como vocês podem ser multidimensionais de uma forma liberativa e transformadora? Como vocês podem empregar a sua multidimensionalidade de tal modo que possam movimentar-se livremente através das dimensões, sem perderem contato com o seu espírito divino? Sendo multidimensionais a partir de um lugar de sabedoria e consciência: este é o seu destino espiritual. O seu destino é tornarem-se criadores multidimensionais totalmente conscientes

Ser conscientemente multidimensional significa liberar a ilusão do tempo linear, o que também significa liberar a idéia de que vocês são (nada mais do que) os seus corpos.

Ser conscientemente multidimensional é identificar-se com o espírito (Deus) presente dentro de vocês, e que é absolutamente livre para penetrar qualquer reino de experiência (= dimensão) que ele escolher.

Ser conscientemente multidimensional é uma parte essencial da realidade da Nova Terra.

A razão pela qual vocês lutam com o conceito de multidimensionalidade, é que vocês pensam em “estar em dois lugares ao mesmo tempo” de uma forma física. O seu corpo físico não pode estar em dois lugares físicos ao mesmo tempo, no entanto, as dimensões não são lugares físicos, não são “pedaços de matéria”, por assim dizer. As dimensões são reinos de consciência, esferas de consciência que vivem de acordo com certas leis (energéticas).

Sua consciência pode participar de diferentes dimensões ao mesmo tempo. Isto acontece AGORA. Existem realidades do passado, do futuro, dos planos astrais, de vidas passadas, do anjo dentro de vocês, e inclusive outras, que se interceptam e se encontram dentro de vocês, aqui mesmo e neste instante. Vocês SÃO multidimensionais agora. Mas o são de uma forma consciente? Vocês permitem que as dimensões fluam para dentro e para fora de vocês? Vocês aceitam as energias que elas lhes trazem e podem reconhecê-las como sendo suas?

Vocês interagem, o tempo todo, com outras dimensões das quais fazem parte, mas quando fazem isso de uma forma consciente e acolhedora, vocês realmente transformam essas realidades dimensionais. Ao abraçarem energias presas ou reprimidas daquelas dimensões, trazendo-as para a Luz da sua consciência, vocês liberam e integram partes do seu Ser e modificam o seu presente.

Muitos reinos de consciência se encontram dentro de vocês e vocês são essencialmente os Mestres que escolhem vivenciar qualquer um deles. Vocês são livres para viajar através de qualquer um deles, rápido ou devagar, longe ou perto. Enquanto se identificam com o Espírito dentro de si mesmos, vocês se mantêm conscientes de que são livres.

Mas quando vocês ficam presos em pensamentos limitadores, como “isto não é possível”, “isto não é permitido”, “isto não vai dar certo”, etc, vocês submergem na ilusão da separação. Vocês são pegos pela ilusão do tempo linear, a ilusão de que vocês são um corpo, a ilusão de que vocês são separados de Deus. Desta forma, a alma fica temporariamente “presa” a certos reinos de experiência. Ela se esquece das suas verdadeiras origens, da sua divindade e da sua liberdade.

“Ser pego” ou “ficar preso” também é chamado de carma.

“Desprender-se” ou soltar-se geralmente se processa através de uma série de passos ou estágios que vocês chamam de “crescimento interior”. Do ponto de vista humano (linear), vocês estão “liberando o carma” e lentamente transformando a si mesmos segundo os quatro estágios de desenvolvimento interior que descrevemos na série Trabalhadores da Luz. Entretanto, do ponto de vista do Espírito, vocês estão simplesmente saltando de volta para o seu estado natural de percepção divina. Deste ponto de vista, liberar o carma nada mais é do que lembrar-se da sua própria divindade.

O SEU SER DE LUZ

Muitas dimensões, muitos reinos de consciência se encontram dentro de vocês. E vocês realmente são os mestres, os criadores de todo o campo de dimensões. Vocês são uma estrela com muitos raios, uma consciência de alma com muitas manifestações. Vocês são livres para ativar qualquer realidade que escolham. Se abandonarem a idéia de tempo linear ou cronologia, vocês se permitirão acreditar que o passado ou o futuro não determinam vocês. Então poderão se sentir no centro de um campo vibrante de dimensões, todas emanando de uma fonte divina, atemporal: VOCÊS.

Imaginem-se no centro de todas estas realidades, no centro de todas estas possibilidades e, em seguida, escolham uma que traga a maior Luz para vocês.

Escolham o raio mais brilhante, mais amoroso do campo e, então, por um momento, vão para dentro dele e sintam como é SER esse raio.

Este é o seu Ser de Luz.

Esta é a parte de vocês que mais se parece com Deus. Tradicionalmente, os seres mais próximos de Deus são chamados arcanjos. E isso é o que vocês são, nesta dimensão, exatamente agora.Vocês realmente são arcanjos. Os arcanjos são seres que estão muito perto da Fonte/Espírito/Deus, mas não são completamente uno com Ele. Estão um passo para fora da consciência absoluta, isto é, dos Seres puros sem diferenciação, identidade ou individualidade.

Os arcanjos têm um tipo de individualidade. Existe singularidade em todos eles. Pode-se dizer que um arcanjo tem certas características. Não se pode dizer isto de Deus ou da Fonte. Deus é Tudo e Nada. Por isto, os arcanjos entraram “no reino da separação”, o reino de Eu versus o Outro. Eles fazem parte da dualidade, embora ligeiramente.

Um arcanjo é um aspecto de Deus que se manifestou como um Ser específico, uma Forma específica. O filósofo grego Platão chamou isto de “uma Idéia”, o que – nos nossos termos – é uma realidade energética básica ou “arquetípica” que transcende o mundo físico. Nesse sentido, os arcanjos são Idéias platônicas. Existe um arcanjo (Idéia) do Amor, da Verdade, da Bondade, etc., cada um personificando a energia de um aspecto específico de Deus. Os arcanjos não são tanto pessoas, mas campos de energia com uma propriedade característica.

Por que o Espírito ou Deus exteriorizou aspectos de Si mesmo deste modo?

Ele fez isso pela alegria da criatividade. As energias de arcanjo são uma expressão da inesgotável alegria criativa de Deus.

Os arcanjos não estão fora de Deus. Nada está fora de Deus. Deus está em tudo. Deus está presente em todas as energias criadas como o “aspecto Espiritual”. Este aspecto é o que torna UNA todas estas energias. O que separa um ser de outro, o que o faz diferente e único é o “aspecto da alma”. O aspecto da alma inclui a individualidade de um ser.

Todos os seres criados que têm individualidade são verdadeiramente uma união de Espírito e Alma, de consciência (espírito) e experiência (alma).

A criação é uma dança de Espírito e Alma.

Os arcanjos são, por assim dizer, os filhos primogênitos de Deus. Não são os “primeiros” num sentido linear, mas no sentido de estarem muito próximos de Deus. Eles carregam uma profunda consciência interior da sua divindade (o “aspecto Espiritual”). Os humanos percebem os arcanjos como uma Luz brilhante e pura.

Existem diferentes arcanjos. Todos os arcanjos emanam energia como raios de luz de um sol. Emitindo estes raios cada vez mais longe, o arcanjo entra em contato com espaços desconhecidos, com reinos de experiência que são novos para ele. A energia do arcanjo estende-se para fora e, neste movimento espontâneo, criativo, ela desliza através daquilo que é Outro, diferente dela, aquilo que não é Luz, mas Escuridão. Aqui, Escuridão significa simplesmente: mais afastado da Unidade/Espírito – mais voltado para os reinos da individualidade.

Deus ou o Espírito não é nem Escuridão nem Luz. Deus simplesmente É. Os arcanjos são seres de Luz. Ao criar a Luz, Deus também criou a Escuridão. Isto é simplesmente porque os arcanjos estão na dimensão da dualidade, fora da Unidade. Eles têm um sentido de individualidade. A criação do ser de Luz (o anjo) trouxe consigo a criação do ser Escuro, a parte do Ser onde a Luz está ausente. Existe beleza nesta polaridade, já que constitui a dinâmica da criação.

Deus, ser e consciência puros, desejava a experiência, e esta experiência Ele(Ela) obteve através do universo criado, através da Sua presença nos aspectos luminoso e escuro desse universo.

O que os arcanjos iam experimentar, depois de entrarem no reino da dualidade, Deus não sabia. Isto é o que Ele ansiava: não CONHECER tudo, mas experimentar algo novo. Ao darem um passo para fora da Unidade, os arcanjos entraram num espaço vazio, um espaço de potencialidade, um espaço de possibilidades inesgotáveis.

Os arcanjos descobriram que eles podiam criar muitas formas, e viver dentro delas. Toda forma que vocês habitam, como um ser consciente, tem um certo ângulo ou perspectiva inerente a ela, que permite que uma “consciência sem forma” experimente as coisas de maneiras específicas. Todo o processo dos arcanjos aventurando-se em busca de experiências pode ser retratado como uma imensa cascata de luz cintilante. A energia dos arcanjos saiu aos borbotões da Fonte/Deus, como um fluxo massivo de água brilhante, cintilante, indo em todas as direções. Dentro desta enorme corrente de água, pequenas correntes se separaram e foram se dividindo em correntes menores ainda, até chegarem a ser pequenas gotas de luz líquida. Estas gotas podem ser comparadas com unidades individuais de consciência, cada uma com seu próprio conjunto de experiências.

A dança do Espírito e da Alma agora havia verdadeiramente começado!

As unidades individuais de consciência, que nós chamamos almas, seguiram sua viagem. Elas carregavam, no fundo de si mesmas, a energia do Espírito ou da Fonte, bem como a energia do arcanjo da qual originaram. Mas, à medida que viajaram para mais e mais longe, elas vieram a experimentar que era possível esquecer suas origens, esquecer sua divindade e perder-se na escuridão e na ilusão. Esta polaridade de escuridão e luz podia ser melhor experienciada como um ser humano, vivendo na Terra.

Quando descrevemos o processo dos arcanjos emanando da Fonte e finalmente tornando-se um ser humano, parece que estamos contando uma historia linear, cronológica. Mas isto não é assim. A emanação ou cascata de energia de Deus está acontecendo Agora mesmo. Este relato lhes fala sobre as identidades que estão disponíveis para vocês Agora, não sobre quem vocês foram num passado distante. Neste preciso momento, há uma camada de energia pura de arcanjo dentro de vocês, uma camada de Luz pura. Também há camadas de confusão e medo dentro de vocês. Mas vocês podem escolher, a qualquer momento, ser o ser de Luz, o anjo que vocês são. Isto não é algo que vocês precisam desenvolver, é simplesmente uma parte de quem vocês são.

É importante que se dêem conta de que vocês não precisam admirar mestres espirituais, guias ou anjos. Não existe nenhuma autoridade acima de vocês. Vocês mesmos estão entre os “primogênitos’, sentados próximos ao trono de Deus. Vocês mesmos são Deus e anjo.

A forma mais fácil de entrar em contato com seu ser de Luz é conectando-se com a camada de pura consciência, de puro Espírito, dentro de vocês. Vocês fazem isto aquietando-se, nos níveis externo e interno. O silêncio que vocês experimentam então, na verdade está sempre presente em vocês; vocês só têm que se conscientizar dele.

Quando vocês estão conectados com o silêncio – a dimensão da eternidade dentro de vocês – vocês podem sentir o desejo do Espírito por experiência. Foi deste desejo que nasceu o seu ser de Luz. A alma experimenta a maior alegria na interação entre o Espírito e a experiência, a interação entre a divindade e a humanidade. Este é o segredo do universo.

Quando vocês são puramente Espírito, sua realidade é estática. Nada muda. A experiência e o movimento só aparecem quando há um relacionamento com algo fora de vocês/Espírito. Quando vocês sentem algo diferente de vocês mesmos, há um convite para explorar, sentir, descobrir. Mas para experimentar algo diferente de vocês, vocês precisam sair da Unidade absoluta, fora de Deus/Espírito. Quando vocês fazem isto, passam a ser uma alma individual.

Vocês são uma alma única, um pé no reino do Absoluto, um pé no reino do Relativo (dualidade).

Em suas explorações da relatividade (dualidade), vocês podem se afastar tanto do Lar, que perdem contato com o elemento de Espírito dentro de vocês. Então sua alma se perde na ilusão do medo e da separação.

A maior alegria possível é quando vocês fazem parte no reino da Experiência, enquanto permanecem conectados com o Espírito, com o Lar. A interação equilibrada entre o Espírito e a Alma é a fonte da maior criatividade e Amor.

Deste ponto de vista, vocês todos estão a caminho de encontrar o equilíbrio correto entre a Unidade absoluta e ser uma alma individual. Aqueles entre vocês que são Trabalhadores da Luz estão, no presente, trabalhando em direção a uma maior conscientização da sua Unidade com o Espírito. Eles viajaram dentro da dualidade por muito tempo, e eles – você por exemplo, meu querido leitor – estão prontos para regressar ao Lar. No entanto, não para um Lar estático de Pura Unidade, mas para uma realidade dinâmica, criativa de humanos divinos, multidimensionais, cuja experiência estará cheia de alegria e Luz.

Este é o final da série “Trabalhadores da Luz”. Em todos aqueles que leram isto, há uma intensa saudade do Lar e uma profunda determinação para realizar seus desejos mais profundos. Mantenham seus anseios e desejos vivos, e confiem neles, porque eles os levarão ao Lar.

Com meu mais profundo Amor,

Jeshua


© Pamela Kribbe

Tradução para o português: Vera Corrêa.

Do Site Jeshua Channelings

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Série Trabalhadores da Luz - Do Ego ao Coração - parte 4

Jeshua canalizado por Pamela Kribbe

ABRINDO-SE PARA O ESPÍRITO

Salientamos quatro estágios na transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração:

1.

Estar insatisfeito com o que a consciência baseada no ego tem para lhe oferecer, desejar “algo mais”: o começo do final.

2.

Começar a se conscientizar da sua dependência à consciência baseada no ego, reconhecendo e liberando as emoções e pensamentos que a acompanham: a metade do final.

3.

Permitir que as velhas energias baseadas no ego morram dentro de você, jogando fora o casulo, sendo seu novo ser:o final do final.

4.

O despertar de uma consciência baseada no coração, dentro de você, motivada por amor e liberdade; ajudar outros a fazerem a transição.

Agora nós falaremos do último estágio, que é estágio o quatro: abrindo-se para o Espírito.

Quando você entra no estágio quatro, encontra um lugar de paz e tranqüilidade dentro de si mesmo. Você entra freqüentemente em contato com um silêncio em seu coração, que você sabe que é do Eterno. Tudo o que você vivencia é relativo comparado com este Ser ilimitado e todo-abrangente. Este lugar de paz e silêncio dentro de você também tem sido chamado de Espírito.

Em suas tradições (esotéricas), é feita uma distinção entre espírito, alma e corpo.

O corpo é a morada física da alma por um tempo limitado.

A alma é a âncora não física, psicológica, da experiência. Ela carrega a experiência de muitas vidas. A alma se desenvolve através do tempo e lentamente se transforma numa bela pedra multifacetada, cada face refletindo um tipo diferente de experiência e o conhecimento nela baseado.

O Espírito não muda e nem cresce com o tempo. O Espírito está fora do tempo e do espaço. O Espírito em você é a sua parte eterna, atemporal, que é Una com o Deus que o criou. É a divina consciência, que é a base da sua expressão no espaço e no tempo. Você nasceu de um reino de pura consciência e levou parte dessa consciência consigo, através de todas as suas manifestações na forma material.

A alma faz parte da dualidade. Ela é afetada e transformada por suas experiências na dualidade. O Espírito está fora da dualidade. É a base sobre a qual tudo se desenvolve e evolui. É o Alfa e Ômega, que você pode simplesmente chamar de Ser ou Fonte.

O Silêncio, externo mas especialmente interno, é a melhor entrada para se vivenciar esta energia sempre presente, que é Você no seu âmago mais profundo. No silêncio, você pode entrar em contato com a coisa mais milagrosa e auto-evidente que existe: Espírito, Deus, Fonte, Ser.

A alma carrega memórias de muitas encarnações. Ela sabe e compreende muito mais do que a sua personalidade terrena. A alma está conectada com fontes de conhecimento extra-sensoriais, tais como suas personalidades de vidas passadas e guias ou conhecidos dos planos astrais. Apesar desta conexão, a alma pode estar num estado de confusão, ignorante da sua verdadeira natureza. A alma pode ser traumatizada por certas experiências e, assim, permanecer num lugar de sombra por algum tempo. A alma está continuamente evoluindo e ganhando compreensão da dualidade inerente à vida na Terra.

O Espírito é o ponto imutável dentro desse desenvolvimento. A alma pode estar num estado de sombra ou iluminação, mas o Espírito não. O Espírito é puro Ser, pura consciência. Está tanto na Sombra quanto na Luz. É a Unidade subjacente a toda a dualidade. Quando você chega ao estágio quatro da transformação do ego ao coração, você se conecta com o Espírito. Você se conecta com a sua Divindade.

Conectar-se com o Deus dentro de você é como ser retirado da dualidade enquanto permanece totalmente presente e assentado. Neste estado, sua consciência é preenchida por um êxtase profundo, mas tranqüilo; uma mescla de paz e alegria. Você percebe que não depende de nada que esteja fora de você. Você é livre. Você está verdadeiramente no mundo, mas sem ser do mundo.

Conectar-se com o Espírito dentro de você não é algo que acontece de repente e para sempre. É um processo lento e gradual, no qual você se conecta, se desconecta, se re-conecta... Gradualmente, o foco da sua consciência move-se da dualidade para a unidade. Ela se reorienta, descobrindo que, eventualmente, é mais atraída para o silêncio do que para os pensamentos e as emoções. Por silêncio queremos dizer: estar completamente centrado e presente, em um estado de consciência não julgadora.

Não existem meios ou métodos fixos para se chegar a isso. A chave para conectar-se com o seu Espírito não é seguir alguma disciplina (como meditação ou jejum, etc.), mas realmente compreender. Compreender que é o silencio que o leva ao Lar, não os seus pensamentos ou emoções.

Esta compreensão cresce lentamente, à medida que você vai se tornando mais consciente do mecanismo dos seus pensamentos e sentimentos. Você desapega-se de velhos hábitos e abre-se para a nova realidade da consciência baseada no coração. A consciência baseada no ego dentro de você perde a força e lentamente morre.

Morrer não é algo que você faz; é algo que você permite que aconteça. Você entrega-se ao processo de morrer. Morte é uma outra palavra para mudança, transformação. É sempre assim. A morte é sempre uma liberação do velho e uma abertura para o novo. Dentro deste processo, não existe um só momento no qual vocês “não são”, isto é, no qual vocês estão mortos conforme a sua definição de morte. A morte, como vocês a definem, é uma ilusão. É apenas o seu medo de mudança que provoca o seu medo da morte.

Vocês não temem apenas a morte física, mas também a morte emocional e mental durante a sua vida. Mas sem a morte, as coisas se tornariam fixas e rígidas. Vocês tornar-se-iam escravos dos velhos padrões: um corpo gasto, formas de pensamento antiquadas, reações emocionais limitadas. Isto não é sufocante? A morte liberta. A morte é uma cascata de água fresca que abre à força os portões velhos e enferrujados, e impulsiona vocês para novas áreas de experiência.

Não tema a morte. Não há morte, apenas transformação.

A passagem da consciência baseada no ego para uma vida centrada no coração é, de certa forma, uma experiência de morte. Quanto mais você se identifica com o Espírito, com o Deus dentro de você, mais você libera coisas com as quais costumava preocupar-se ou nas quais colocava muita energia. Você percebe, em níveis cada vez mais profundos, que realmente não há nada para fazer, exceto ser. Quando você se identifica com a sua existência, ao invés de identificar-se com os pensamentos e emoções efêmeros que passam através de você, sua vida é afetada imediatamente. O Espírito não é algo abstrato. É uma realidade que você efetivamente pode trazer para a sua vida. Estar em contato com a mais pura das fontes, finalmente mudará tudo em sua vida. Deus ou a Fonte ou o Espírito é criativo por natureza, mas de formas quase incompreensíveis para você.

O Espírito é silencioso e perene e, todavia, criativo. A realidade do Eu Divino não pode realmente ser captada pela mente. Pode apenas ser sentida. Se você aceita-a em sua vida, e a reconhece como os sussurros do seu coração, lentamente tudo começa a ir para o seu devido lugar. Quando você está sintonizado com a realidade do Espírito – a consciência silenciosa que está por trás de todas as experiências – você deixa de forçar sua vontade sobre a realidade. Você permite que as coisas voltem ao seu estado natural de ser. Você torna-se o seu Ser verdadeiro, natural. Tudo acontece de forma harmoniosa, significativa. Você percebe as coisas se encaixando segundo um ritmo natural, segundo seu próprio fluxo natural. Tudo o que você precisa fazer é estar sintonizado com este ritmo divino e soltar os medos e a má compreensão, que fazem com que você tenha vontade de intervir.

AJUDANDO OS OUTROS, A PARTIR DO NÍVEL DO ESPÍRITO

Quando você tiver feito a transição da consciência baseada no ego para a baseada no coração, você estará em contato mais ou menos constante com o fluxo divino do seu interior. Neste estado, não há necessidade ou desejo de ajudar os outros, mas isto vem naturalmente para você. Você atrai isto para si, mas não através da vontade. Energeticamente, você está emitindo certas vibrações agora. Há algo presente no seu campo de energia, que atrai as pessoas para você. Não é algo que você faz, mas algo que você é. Há uma vibração disponível na sua energia, que pode ajudar as pessoas a entrarem em contato com o seu próprio Ser divino.

Você pode ser um espelho para essas pessoas, no qual elas podem realmente ver um problema ou dificuldade ser liberado e transformado na energia da solução. Elas podem sentir a energia da solução (que sempre está baseada no contato com a própria divindade) no seu ser. Você é capaz de lhes ensinar alguma coisa, e o ensinamento acontece quando você é você mesmo. Não é transmitindo conhecimentos ou utilizando certos métodos, que você vai ensinar e curar. É permitindo-se ser exatamente quem você é e expressando-se da forma mais alegre possível, que a sua presença se torna verdadeiramente útil. É compartilhando a si mesmo com outros, que você lhes possibilita o acesso a um espaço de cura, no qual eles podem escolher entrar ou não. Isto cabe a eles.

Como curador ou terapeuta, você realmente só tem que se manter em contato com o fluxo divino interno, com a consciência silenciosa que é o Espírito. Efetivamente, é esta conexão que move as pessoas e as leva a um estado de consciência mais elevado, mais livre, se assim o escolherem. Se o fizerem, isto acontecerá no ritmo e fluxo próprios de cada um.

Estar presente para os outros, deste jeito, está ligado a um sentimento de caráter bem neutro. Representa um nível de imparcialidade, no qual você libera seu desejo pessoal de transformar ou “curar” os outros.

Este desejo, apresentado por todos os Trabalhadores da Luz em algum estágio, não se origina de uma verdadeira compreensão do caminho interior que as pessoas querem seguir para encontrarem sua própria verdade interior. As pessoas, na sua maioria, precisam chegar no fundo de certas questões, antes de estarem verdadeiramente prontas para liberá-las. Quando elas agem assim, realmente “ganham” a solução do problema e isto lhes dá uma profunda satisfação.

Talvez você reconheça isto na sua própria vida e nos problemas com os quais você lutou. Por favor, esteja consciente disto e não se esforce para impedir as pessoas de “chegarem no fundo”. Se elas estão determinados a chegar lá, elas chegarão lá, independente de tudo o que você possa fazer ou dizer.

É melhor não se envolver emocionalmente com as pessoas a quem você ajuda. O envolvimento emocional leva à vontade pessoal de curar ou transformar os outros. Este desejo pessoal não ajuda os outros, mas pode, sim, causar bloqueios no processo de cura deles. Toda vez que você quer que as pessoas mudem, você não está num espaço de amor e tolerância. Elas sentem isto. Você pode pensar que está “lendo-as” (psicologicamente), mas elas também são leitoras perspicazes de você!

O estágio quatro de transição do ego ao coração consiste em transcender o nível da alma e elevar-se ao nível do Espírito. É claro que não queremos dizer que a alma seja, de alguma forma, “menos” que o Espírito. O fato é que você é maior e mais abrangente do que a sua alma. A alma é um veículo para a experiência. Ao se identificar com o Espírito em você, com o seu próprio Ser Divino, todas as coisas que você vivenciou em muitas e muitas vidas encaixam-se em seus devidos lugares. Você se eleva acima das experiências, não se identificando com nenhuma delas. Isto tem um efeito curativo sobre a alma.

© Pamela Kribbe

Tradução para o português: Vera Corrêa.

Do Site Jeshua Channelings

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Série Trabalhadores da Luz - Do Ego ao Coração - parte 3


Jeshua canalizado por Pamela Kribbe

LIBERANDO O VELHO

A transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração desenvolve-se ao longo de alguns estágios.

1.

Estar insatisfeito com o que a consciência baseada no ego tem para lhe oferecer, desejar “algo mais”: o começo do final.

2.

Começar a se conscientizar da sua dependência à consciência baseada no ego, reconhecendo e liberando as emoções e pensamentos que a acompanham: a metade do final.

3.

Permitir que as velhas energias baseadas no ego morram dentro de você, jogando fora o casulo, sendo seu novo ser:o final do final.

4.

O despertar de uma consciência baseada no coração, dentro de você, motivada por amor e liberdade; ajudar outros a fazerem a transição.

Falaremos agora do estágio três. Mas antes de fazê-lo, queremos assinalar que a transição não acontece através de um caminho reto e linear. Existem momentos em que você retrocede a um estágio que já tinha sido deixado para trás. Mas este retrocesso pode, mais tarde, levá-lo a um grande passo à frente. Assim, os desvios podem resultar em atalhos. Além disso, cada caminho espiritual de alma é único e individual. Portanto, este esquema que estamos oferecendo-lhe, de quatro estágios diferentes, deveria ser entendido, simplesmente, como uma forma de ressaltar alguns pontos críticos do processo. Os esquemas e as classificações são meros instrumentos que tornam visível uma realidade que não pode ser capturada pela mente (a sua parte mental).

Depois que você aceitou as suas feridas internas e curou as partes traumáticas da sua consciência, como descrevemos no capítulo anterior, a sua energia se modifica. Você está se desapegando de um você mais velho. Está criando espaço para um modo de ser e de vivenciar completamente novo. Neste capítulo, gostaríamos de explicar o que acontece energeticamente quando você libera a consciência centrada no ego. O que acontece energeticamente, quando você se move da dominação do ego para a consciência baseada no coração, é que o chakra cardíaco passa a ter precedência sobre a vontade do terceiro chakra.

Os chakras são rodas giratórias de energia, localizadas ao longo de sua coluna vertebral. Estes centros de energia estão todos relacionados com um tema particular da vida. Por exemplo: “espiritualidade” (chakra da coroa), “comunicação” (chakra da garganta) ou “emoções” (chakra do umbigo). Os chakras, até certo ponto, fazem parte da realidade material, já que estão relacionados com lugares específicos do seu corpo. Mas eles não são visíveis aos olhos físicos, portanto poderíamos dizer que eles subsistem entre o espírito e a matéria; eles fazem a ponte entre o vazio. Eles formam o ponto de entrada do espírito (sua consciência da alma), permitindo que ele tome a forma física e crie as coisas que estão acontecendo na sua vida.

O chakra do coração, localizado no centro de seu peito, é a sede da energia do amor e da unidade. O coração leva as energias que unificam e harmonizam. Quando você focaliza a sua atenção neste centro por um tempo, você pode sentir calor ou algo se abrindo. Se você não sentir nada, simplesmente deixe isso de lado e talvez tente em outro momento.

O chakra abaixo do coração é chamado de “plexo solar” e está localizado próximo ao seu estômago. É a sede do desejo. É o centro que focaliza sua energia na realidade física. Portanto, é o chakra que está conectado com questões de criatividade, vitalidade, ambição e poder pessoal.

O ego e a vontade estão intimamente relacionados. A faculdade da vontade permite-lhe colocar o foco em algo, seja interno ou externo. Suas percepções da realidade, tanto de si mesmo quanto dos outros, estão muito influenciadas pelo que você quer, por seus desejos. Seus desejos, freqüentemente, estão misturados com o medo. Muitas vezes você quer alguma coisa porque sente que tem necessidade disso; por trás da sua vontade, existe um sentimento de falta ou de necessidade. Devido ao medo que está presente em muitos dos seus desejos, o plexo solar é freqüentemente dirigido pela energia do ego. O ego se expressa especialmente através do plexo solar.

Através da faculdade da vontade, o ego literalmente pressiona a realidade. A realidade tem que ser forçada para aquilo em que o ego quer que você acredite. O ego trabalha a partir de um conjunto de presunções básicas a respeito de como a realidade funciona, as quais são todas baseadas no medo. Ele lhe apresenta um quadro da realidade altamente seletivo, uma vez que seu modo de ver é prejudicado pelas suas próprias necessidades e medos. Além disto, ele precisa colocar o julgamento em tudo o que observa. Não há lugar para a simples observação das coisas. Tudo precisa ser dividido em categorias, precisa ser rotulado como certo ou errado.

Quando você vive a partir do coração, não existe um conjunto fixo de crenças a partir das quais você interpreta ou dá valor aos fatos. Você já não mais sustenta fortes convicções sobre nada. Você passa a viver mais como um observador. Você adia os julgamentos morais sobre qualquer questão, já que sente que pode não ter compreendido tudo o que existe para compreender sobre a situação. Os julgamentos sempre têm algo de definitivo; mas o coração não está interessado em definições. Ele sempre procura ir mais além daquilo que parece definitivo ou definido. O coração é aberto, explorador e disposto a re-examinar, disposto a perdoar.

Quando você usa o poder da vontade centrado no ego, pode sentir algo pressionando seu chakra do plexo solar. Usar a sua vontade desta forma é um acontecimento energético, do qual você pode estar consciente, se quiser. Sempre que sentir esta pressão, acompanhada de um forte desejo de que as coisas aconteçam a seu modo, você está tentando moldar a realidade aos seus desejos. Você está tentando impor as suas crenças à realidade.

Quando você age a partir do coração, você segue o fluxo das coisas tal como ele se apresenta; você não está pressionando nem forçando.

Se você trabalha muito duro para obter algo, e falha várias vezes em alcançar as suas metas, por favor questione-se a partir de que chakra, a partir de que centro energético você está atuando. Você também pode entrar em sintonia com o seu coração e perguntar-lhe por que isso não está funcionando ou por que você tem que colocar tanta energia nisso.

Muitas vezes você tenta realizar certas metas, sem ter ido verdadeiramente para dentro de si mesmo e verificado com seu coração se isso realmente lhe serve, no seu caminho interior para a sabedoria e a criatividade. Além disso, mesmo que as suas metas realmente representem seus desejos mais profundos, sentidos a partir do coração, você pode ter expectativas irreais a respeito do período de tempo no qual as coisas irão acontecer. Você pode estar numa linha de tempo que não é a do coração, mas da vontade pessoal.

Existe um ritmo natural para todas as coisas, que não tem, necessariamente, a velocidade que você pensa que é desejável. A realização das suas metas requer que a energia seja modificada. A mudança de energia freqüentemente leva mais tempo do que você espera ou deseja. Na verdade, as mudanças de energia nada mais são do que você mesmo mudando.

Quando você tiver alcançado suas metas, você não será mais você. Você terá se tornado uma versão expandida de seu ser atual, com mais sabedoria, mais amor e mais poder interior. O tempo que leva para conseguir as suas metas é o tempo que leva para mudar a sua consciência, de tal modo que a sua realidade desejada possa entrar na sua realidade atual. Portanto, se você quiser acelerar as coisas, coloque o foco em você, e não tanto na realidade.

Com freqüência, você até precisa liberar as suas metas, para ficar aberto para receber. Isto soa paradoxal. Mas, de fato, estamos apenas dizendo que você precisa aceitar completamente sua realidade atual, antes que possa avançar para uma nova. Se você não aceita a sua realidade atual, e se agarra às suas metas de uma forma tensa, você não está movendo-se para frente.

Nada deixará a sua realidade, a menos que você a ame. Ama-la é igual a “libertá-la”.

A menos que você abrace a sua realidade atual e aceite-a como criação sua, ela não poderá deixá-lo, porque você está negando uma parte de si mesmo. Você está dizendo “não” àquela parte de você que criou esta realidade para você. Você gostaria de cortar esta parte indesejada de você e seguir em frente.

Mas você não pode criar uma realidade mais amorosa a partir do ódio por si mesmo. Não pode “colocar-se voluntariosamente” dentro de uma nova realidade, empurrando as partes indesejadas para o lado. O poder da vontade não lhe serve nesta situação. O que você precisa é entrar em contato com o seu coração. As energias da compreensão e a aceitação são os verdadeiros blocos da construção de uma realidade nova e mais satisfatória.

Quando você interage com a realidade a partir do coração, você permite que a realidade seja. Não procura modificá-la; você simplesmente e cuidadosamente observa o que ela é.

Quando o coração se torna o administrador do seu ser, o centro da vontade (o plexo solar) segue-o. O ego (ou a faculdade da vontade) não é eliminado, uma vez que ele cumpre naturalmente o papel de traduzir a energia do nível da consciência para o nível da realidade física. Quando esta tradução ou manifestação é guiada pelo coração, a energia da vontade cria e flui sem esforço. Nenhuma pressão ou esforço está envolvida. É neste momento que ocorre a sincronicidade: uma importante coincidência de fatos, que favorecem a realização de suas metas. Parece-lhe milagroso, quando as coisas trabalham juntas desta forma. Mas, na verdade, isto é o que acontece o tempo todo, quando você cria a partir do coração. A ausência de esforço é a “marca registrada” da criação a partir do coração.

CRIANDO A SUA REALIDADE A PARTIR DO CORAÇÃO

A verdadeira criatividade não está baseada na determinação e numa vontade forte, mas num coração aberto. Estar aberto e receptivo ao novo, ao desconhecido é vital para ser um verdadeiro criador. Então, uma chave para a verdadeira criatividade é a capacidade de não fazer nada: abster-se de fazer, fixar, focalizar. É a habilidade de colocar a sua consciência em um modo puramente receptivo, mas alerta.

É somente através de não saber, de deixar as coisas abertas, que você pode criar um espaço para que algo novo entre em sua realidade.

Isto vai contra aquilo que muita literatura da nova era fala sobre “criar a sua própria realidade”. É verdade que você cria a sua realidade o tempo todo. Sua consciência é criativa, quer você esteja consciente disso ou não. Mas quando você quer criar sua realidade conscientemente, como muitos livros e terapias ensinam, é essencial compreender que a forma mais poderosa de criar não está baseada na vontade (sendo ativo), mas na auto-consciência (sendo receptivo).

Toda mudança no mundo material – por exemplo, na área de trabalho, das relações ou do seu ambiente material – é um reflexo de mudanças no nível interno. É somente quando os processos de transformação interna terminam, que a realidade material pode responder, refletindo essa transformação de volta para você, mudando as circunstâncias em sua vida.

Quando você tenta criar a partir da vontade – por exemplo, focalizando-se ou visualizando suas metas o tempo todo – você ignora a transformação interna, que é o verdadeiro pré-requisito para a mudança. Você está criando de uma maneira artificial, e está destinado a decepcionar-se. Você não está criando a partir da profundidade da sua alma.

A alma fala com você nos momentos de silêncio. Você escuta verdadeiramente a voz dela, quando você não mais sabe. Muitas vezes, a alma fala muito claramente quando você desiste e se dá por vencido. O que acontece, quando você desiste e se desespera, é que você se abre para o novo. Você libera todas as suas expectativas e torna-se verdadeiramente receptivo ao que é.

O desespero é causado pela opinião forte que você tinha sobre o que deveria acontecer na sua vida. Quando a realidade não corresponde a estas crenças, você se decepciona e até se desespera de alguma forma. No entanto, se você desiste dessas fortes expectativas e se atreve a estar aberto para o novo, você não precisa atingir esse ponto de desespero, antes de entrar em contato com a sua alma outra vez. Você pode ficar quieto, receptivo e aberto ao que ela lhe diz, sem precisar decepcionar-se primeiro.

Enquanto você “sabe exatamente o que quer”, você geralmente está limitando as possibilidades que estão disponíveis energeticamente para você. Esta nova realidade que você está procurando, seja um trabalho, um relacionamento ou melhor saúde, contém muitos elementos que você desconhece. Muitas vezes, você pensa que o que você deseja é algo que você conhece (um bom trabalho, um parceiro amoroso), projetado no futuro. Mas isto não é assim. O que você está fazendo realmente, ao criar uma nova realidade, é ir para fora dos seus próprios limites psicológicos. E você não pode saber agora o que existe além destes limites.

Você pode perceber muito claramente que existe algo muito desejado ali, mas você não precisa limitá-lo, focalizando-o ou visualizando-o. Você pode simplesmente aguardá-lo com um sentimento de abertura e curiosidade.

Realmente, para criar a realidade mais desejável para você, a auto-aceitação é muito mais importante do que focalizar os seus pensamentos ou a sua vontade. Você não pode criar algo que você não é. Você pode recitar mantras milhares de vezes e criar muitas imagens positivas em sua mente, mas enquanto elas não refletirem o que você realmente sente (por exemplo: raiva, depressão, intranqüilidade), elas não criarão nada além de dúvida e confusão (“Estou trabalhando duro, mas nada acontece”).

A auto-aceitação é uma forma de amor. O amor é o maior imã para as mudanças positivas em sua vida. Se você se amar e se aceitar pelo que você é, atrairá circunstâncias e pessoas que refletirão o seu amor próprio. É simples assim.

Sinta sua própria energia, todos os seus sentimentos. Sinta o quanto você é belo e sincero neste momento, em todas as suas lutas e tristezas. Você É lindo, com todas as suas “imperfeições” e “falhas”. E essa é a única conscientização que conta. Abrace aquele que você é, relaxe consigo mesmo; talvez até olhe para os “seus inúmeros defeitos” com senso de humor. A perfeição não é uma opção que você conhece. É apenas uma ilusão. Criar sua realidade a partir do coração é reconhecer a sua Luz, aqui e agora. Ao reconhecê-la, ao se tornar consciente dela, você está semeando uma semente que crescerá e tomará forma no nível físico.

Quando Deus os criou como almas individuais, Ela ,(1) não exerceu sua Vontade. Ela estava simplesmente sendo Ela mesma e, em algum momento, sentiu que existia algo “lá fora” que merecia ser explorado. Ela não sabia exatamente o que era, mas era algo que a fez realmente sentir-se um pouco como se estivesse se apaixonando. E Ela assumiu, sem dificuldade, que Ela merecia experienciar esta nova e convidativa realidade. Ela também estava um pouco apaixonada por Si Mesma.

E então, vocês tomaram forma como almas individuais e Deus começou a experimentar a vida através de vocês. Como tudo isto aconteceu – os detalhes do processo da criação – Deus realmente não se preocupou com isso. Ela simplesmente amou a Si Mesma e ficou aberta à mudança. E estes são, realmente, os únicos elementos requeridos para que vocês criem sua própria e perfeita realidade: amor próprio e disposição para se aventurarem no novo.

ADAPTANDO-SE A VIVER A PARTIR DO CORAÇÃO

Criar a partir do coração é mais poderoso e requer menos esforço do que criar a partir do ego. Você não precisa preocupar-se com detalhes; necessita apenas estar aberto a tudo o que existe, tanto interna como externamente. Com esta abertura, você pode, de vez em quando, sentir um certo puxão. Pode sentir-se atraído para determinadas coisas. Este puxão é, na verdade, o silencioso sussurro de seu coração; é a sua intuição. Quando você age a partir da intuição, você está sendo puxado, em vez de estar impulsionando. Você não age enquanto não sente, no nível interno, que é adequado agir.

Como você está muito acostumado a impulsionar – por exemplo, utilizando a sua vontade para criar as coisas – a mudança energética do ego ao coração é bem desafiadora para você. A mudança requer uma tremenda “desaceleração”. Para realmente entrar em contato com o fluxo da sua intuição, você tem que fazer um esforço consciente para “não fazer”, para deixar que tudo seja. Isto se opõe a muito daquilo que lhe ensinaram e a que você está acostumado. Você está muito mais habituado a basear as suas ações nos pensamentos e na força de vontade. Você deixa que os seus pensamentos determinem as suas metas e usa a sua vontade para realizá-las. Isto é totalmente o oposto da criação a partir do coração.

Quando você vive a partir do coração, você escuta o seu coração e depois age de acordo com ele. Você não pensa; você escuta, com uma consciência alerta e aberta, o que o seu coração lhe diz. O coração fala através dos seus sentimentos, não através da sua mente. A voz de seu coração pode ser ouvida melhor, quando você se sente tranqüilo, relaxado e assentado.

O coração mostra-lhe o caminho para a realidade mais amorosa e alegre para você neste momento. Seus sussurros e sugestões não estão baseados no pensamento racional. Você pode reconhecer a voz do coração por sua delicadeza e pelo toque de alegria existente nela. A delicadeza existe porque o coração não impõe; não existem condições vinculadas às suas sugestões. Seu “eu- coração” não está amarrado às suas decisões e ele o ama, faça você o que fizer.

Viver a partir do coração não significa que você se torna passivo ou letárgico. Deixar que as coisas sejam, sem rotulá-las de certas ou erradas, sem empurrá-las para um lado ao invés de para o outro, requer muita força. É a força de estar totalmente presente, de enfrentar tudo o que existe e apenas observar. Você pode sentir-se vazio, ou deprimido, ou nervoso, mas não procura afastar estas coisas. Tudo o que você faz é envolvê-las com a sua consciência.

Você não compreende o verdadeiro poder da sua consciência. A sua consciência é feita de Luz. Quando você sustenta algo na sua consciência, há uma mudança por causa disso. Sua consciência é uma força curadora, se você não a limita com seu pensamento e seu vício de “fazer”.

Sua vida está ocupada pela ditadura da mente e da vontade, a primazia do pensar e do fazer. Observe que tanto a mente quanto a vontade trabalham com regras gerais. Existem regras gerais de pensamento lógico: são as regras da lógica. Existem estratégias gerais para transformar o pensamento em matéria; são as regras de “administração do projeto”. Mas são todos princípios gerais. As linhas gerais e as regras gerais sempre têm um componente mecânico. Elas são aplicáveis a todos ou à maioria dos casos individuais, senão seriam de pouca utilidade.

Agora, a intuição trabalha de maneira muito diferente. A intuição ajusta-se sempre a uma pessoa, em um momento particular. É altamente individualista. Portanto, não pode estar sujeita a uma análise racional ou a regras gerais. Portanto, viver e agir de acordo com a sua intuição exige um elevado nível de confiança, porque suas escolhas são baseadas somente no que você sente que é correto, e não naquilo que as regras de outras pessoas dizem que é correto.

Assim, viver a partir do coração não só exige que você libere o hábito de usar excessivamente sua mente e o poder de sua vontade, mas também o desafia a verdadeiramente confiar em si mesmo.

Levará algum tempo para você aprender a escutar o seu coração, a confiar nas suas mensagens e agir de acordo com elas. Mas quanto mais você fizer isso, mais vai entender que é somente entregando suas preocupações e dúvidas à sabedoria de seu próprio coração, que você vai encontrar a paz interior.

Quando você seguir por este caminho e entrar no terceiro estágio da transformação do ego para coração, você encontrará a paz interior pela primeira vez. Você perceberá que a ânsia de controlar a realidade através do pensamento e da vontade é que o deixa inquieto e ansioso.

Quando você libera o controle, você permite que a magia da vida se desenvolva. Tudo o que você precisa fazer é escutar – estar alerta ao que está acontecendo em sua vida, aos sentimentos que você tem em relação a outras pessoas, aos sonhos e desejos que você tem. Quando você está alerta ao que está acontecendo dentro de você, a realidade lhe provê de toda a informação que você precisa para agir adequadamente.

Por exemplo, você pode estar consciente de um desejo em seu coração por uma relação amorosa, na qual você se comunica verdadeiramente com o outro. Se você simplesmente perceber e aceitar este desejo, sem procurar fazer algo a respeito dele, você ficará assombrado com a forma pela qual o Universo responderá a isso. Sem forçar nenhuma conclusão, apenas sustentando o desejo na Luz da sua consciência, o seu chamado será escutado e respondido.

Pode levar mais tempo do que você espera, porque existem mudanças energéticas que precisam ocorrer antes que certos desejos possam ser satisfeitos. Mas você é o mestre, o criador da sua realidade energética. Se você criá-la a partir do medo, a realidade responderá de acordo com ele. Se você criá-la com confiança e entrega, você receberá tudo o que deseja e mais.

(1)N.T:- Ao ser questionada sobre o tratamento de Deus no feminino, neste parágrafo e no próximo, Pamela responde: “Eu me refiro a Deus, tanto como ‘Ele’ quanto como ‘Ela’, simplesmente para chamar a atenção para o fato de que Deus é ambos – masculino e feminino.”.


© Pamela Kribbe

Tradução para o português: Vera Corrêa

Do Site Jeshua Channelings

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Série Trabalhadores da Luz - Do Ego ao Coração - parte 2


Jeshua canalizado por Pamela Kribbe


EXPLORANDO SUAS FERIDAS INTERNAS

Distinguimos quatro passos na transformação da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração:

1.

Estar insatisfeito com o que a consciência baseada no ego tem para lhe oferecer, desejar “algo mais”: o começo do final.

2.

Começar a se conscientizar da sua dependência à consciência baseada no ego, reconhecendo e liberando as emoções e pensamentos que a acompanham: a metade do final.

3.

Permitir que as velhas energias baseadas no ego morram dentro de você, jogando fora o casulo, sendo seu novo ser:o final do final.

4.

O despertar de uma consciência baseada no coração, dentro de você, motivada por amor e liberdade; ajudar outros a fazerem a transição.

Neste capítulo discutiremos o passo 2.

Quando você para de se identificar com o ego, primeiro você entra num estado de confusão sobre quem você é. Esta confusão pode ser profunda e de natureza muito filosófica. Você começa a fazer perguntas sobre o significado da vida, sobre o bem e o mal, sobre o que você realmente sente e pensa, em oposição àquilo que os outros lhe ensinaram a sentir e pensar. De repente, estas perguntas são muito reais para você e têm uma relação direta com as escolhas que você faz no seu dia a dia. Você olha para si mesmo e pensa:“Este sou eu? É isto que eu quero?” É difícil fazer escolhas agora, uma vez que nada é evidente por si mesmo.

De fato, você agora está dando um passo para trás, um passo nas profundezas: um passo para dentro. Você torna-se consciente de partes mais profundas de si mesmo, partes que estão menos condicionadas por sua educação e por sua sociedade. Você recebe alguns vislumbres de quem você verdadeiramente é: sua singularidade, sua individualidade. Você se lembra que existe uma parte de você que não é dependente de nada que o rodeia: nem dos seus pais, nem do seu trabalho, nem dos seus relacionamentos e nem sequer do seu corpo. É nesse momento que você sente – vagamente – a sua divindade, a parte de você que é completamente ilimitada e eterna.

Na realidade, todos vocês são seres multidimensionais: vocês podem (e assim o fazem) manifestar-se em varias realidades diferentes ao mesmo tempo. Vocês não estão ligados a um padrão de tempo linear. Sua atual personalidade é apenas um aspecto da entidade multidimensional que vocês são. Quando vocês se derem conta de que sua expressão atual como um ser humano físico é simplesmente um aspecto de vocês, irão além dela e poderão entrar em contato com o Ser Superior que vocês são.

Mas antes de conseguirem isto, precisam curar as partes feridas dentro de vocês.

Viver de acordo com as ordens e exigências do ego criou feridas psicológicas dentro de vocês. Deixar ir a consciência baseada no ego cria, inicialmente, confusão, dúvidas e desorientação.

Depois deste primeiro passo, vocês entram em um novo estágio: o de observar, compreender e curar suas feridas internas. Falaremos sobre este estágio agora.

Com o ego no controle, as suas ações e pensamentos basearam-se no medo durante um bom tempo. De uma certa forma, você perseguia ferozmente os seus desejos de poder, reconhecimento e controle. Com isto, você desvirtuava a sua própria natureza. Seu comportamento baseava-se em modelos externos ao invés de se basear nas suas próprias e verdadeiras necessidades. Além disto, você não era capaz de amar realmente alguém, já que o amor se opõe completamente à necessidade de controlar ou dominar. Todo este estado de consciência constituiu um ataque à integridade da sua alma. A alma sofreu sob o reinado do ego.

Quando você se liberta da prisão e da influência do ego, esta dor interna torna-se mais visível para você. Ela se expõe a você – nua e crua – despojada de máscaras. Entretanto, você ainda não sabe como lidar com esta dor, já que ainda está num estado de confusão e desorientação. Geralmente, você passa por uma etapa de julgamento das suas feridas internas, porque elas parecem levá-lo a padrões negativos de comportamento: dependências, depressão, mudanças de humor incontroláveis, problemas de comunicação, dificuldades nas relações íntimas.

Este julgamento de si mesmo inflige mais dor à alma, que está começando a voltar-se para a Luz. Ela está se desapegando da necessidade de poder e de controle, ela está se tornando mais sensível... e então ela é surpreendida pelo auto-julgamento.

Muitas pessoas estão vagando nesta terra de ninguém entre o ego e o coração. Elas estão buscando uma realidade mais amorosa, mas ainda se encontram ao alcance do chicote do ego.

Na verdade, não é a sua ferida interna que o faz tornar-se presa do que você considera “aspectos negativos” de si mesmo. É o seu julgamento da ferida que causa a negatividade. Se você olhar para si mesmo com uma atitude de aceitação, você não vai ver uma personalidade dependente, depressiva ou fracassada. Você vai ver apenas a dor interna que precisa ser atendida e cuidada da forma mais gentil e bondosa possível.

O passo mais importante no estágio dois da transição do ego ao coração é que você está querendo entender a sua dor interna: aceite-a, compreenda as suas origens e permita que ela exista.

Se você consegue perceber o núcleo de medo que é inerente a todas as expressões de consciência centrada no ego, você penetrou a realidade da consciência baseada no coração. Por mais censurável que seja o comportamento de alguém, se você reconhecer a dor, a solidão e a necessidade de auto-proteção que existe por trás disso, você entra em contato com a alma que está apresentando o comportamento negativo. Assim que você percebe a alma amedrontada, você é capaz de perdoar.

Isto acontece primeiramente em relação a você mesmo.

Pense em algo que você realmente deteste em si mesmo – algo que realmente o aborreça e do qual você acha que já deveria ter se livrado há muito tempo. Pode ser insegurança, preguiça, impaciência, ou uma dependência: qualquer coisa que você sinta que não deveria mais estar aí. Agora procure entender o motivo real por trás deste aspecto ou tendência. O que o obriga a sentir ou fazer certas coisas várias e várias vezes? Você consegue perceber um elemento de medo dentro das suas motivações?

Repare que, logo que você compreende que existe medo, você amadurece internamente, sentindo algo como: “Oh, Deus, eu não sabia que estava tão atemorizado! Eu o ajudarei!” Então há tolerância em suas atitudes. Há amor e perdão.

Enquanto você percebe os comportamentos baseados no medo – tais como agressão, dependência, subserviência, vaidade, etc... – como “maus”, “pecaminosos” ou “tolos”, você está julgando. Mas julgar é uma atividade baseada no medo. Você já percebeu que, quando você se julga, torna-se duro internamente? Parece que alguma coisa aperta, como lábios pressionando-se ou olhos resfriando-se. Por que precisamos julgar as coisas? Qual é a necessidade de reduzir as coisas a certo ou errado? Qual é o medo por trás da nossa necessidade de julgar? É o medo de enfrentarmos a nossa própria sombra interior. É, essencialmente, o medo de viver.

Ao se desapegar da consciência baseada no ego, você vai querer desenvolver uma forma completamente nova de ver as coisas. Esta forma de ver pode ser melhor descrita como neutra, querendo dizer que simplesmente observa o que é, sem interesse em como as coisas “deveriam ser”. As causas e os efeitos do comportamento baseado no ego são observados, o núcleo de medo inerente a ele é reconhecido, e então o ego se torna realmente transparente para você. E tudo o que é transparente para você pode ser abandonado, se você quiser.

Todo o ser humano conhece o medo. Cada um de vocês conhece a sombra e a solidão de estar envolvido no medo. Quando o medo se mostra abertamente no rosto de uma criança, a maioria das pessoas reage instantaneamente estendendo as suas mãos. Mas quando o medo se mostra de forma indireta, através de máscaras de violência e brutalidade, parece imperdoável. Quanto mais destrutivo e cruel é o comportamento, mais difícil é perceber o medo e a desolação que existem por trás dele. Mesmo assim, vocês são capazes de percebê-lo.

A partir das profundezas da sua própria experiência de medo e desolação, você pode entrar em contato com o profundo medo nas almas dos assassinos, seqüestradores e criminosos. Você consegue entender as ações deles. E se fizer isso, baseado nas suas próprias experiências íntimas com a escuridão, você pode liberar isso tudo. Você pode deixar que tudo isso exista, sem a necessidade de julgar nada. Se você verdadeiramente entender o medo como um poder que existe e com o qual você está totalmente familiarizado através de suas experiências de vida, você pode deixar de julgar. O medo não é nem bom e nem mau. O medo É, e possui um determinado papel a desempenhar.

Em certos aspectos, muito difíceis de serem expressos em conceitos humanos, o medo é tanto uma bênção quanto uma tortura. De qualquer modo, a escolha de permitir a existência do medo em sua realidade não foi feita para vocês. Vocês foram o Deus – por assim dizer – que permitiu que o medo desempenhasse um papel indispensável na sua realidade. Vocês fizeram isto, não para se torturarem, mas PARA CRIAREM, para criarem uma realidade que tivesse mais substância, mais “plenitude” do que um mundo baseado unicamente em amor. Compreendo que isto pode parecer inacreditável, mas talvez vocês possam entender intuitivamente o que estou procurando dizer aqui.

O medo é uma parte viável da criação. Onde há medo, não há amor. Onde não há amor, o amor pode ser encontrado de formas novas e imprevisíveis. Uma ampla variedade de emoções pode ser explorada, e inclusive criada, pela ausência do amor. A ausência do amor pode ser sentida de várias formas. A presença do amor só pode ser sentida quando se tem o medo como plano de fundo. Se não fosse assim, o amor ficaria todo difuso e vocês não poderiam percebê-lo como tal.

Portanto, ao criarem o medo, ao se arremessarem para fora do oceano de amor que os rodeava, vocês se permitiram experimentar o amor pela primeira vez. Compreendem?

Vocês não criaram o amor, mas criaram a experiência do amor. Para fazer isto, vocês precisavam de um oposto, algo que não fosse amor, e utilizaram o medo como instrumento. Nós, do outro lado do véu, podemos ver claramente o papel espiritual que o medo desempenha na sua realidade. Sendo assim, nós lhes suplicamos, mais uma vez, que não julguem. Por favor não julguem o medo e a escuridão que ele traz, nem em vocês mesmos e nem em qualquer outro ser. Todos vocês foram criados do amor e para o amor devem retornar.

Quando você entra no segundo estágio do processo de transformação do ego ao coração, você se confronta com sua dor interna, com seus medos, e é convidado a olhá-los com compreensão e aceitação.

Depois de se conscientizar da sua dor interna e do seu medo, você pode passar primeiro por um período de auto-julgamento, no qual pode apresentar um comportamento destrutivo. Pode parecer que você está andando para trás em vez de para frente. Nesse ponto, você se encontra na zona perigosa, na terra de ninguém entre o ego e o coração. Você sabe que quer se livrar do velho, mas ainda não pode realmente abraçar o novo, e então é pego pela desconfiança de si mesmo e pela autocrítica. O ponto decisivo ocorre quando você deixa de julgar-se – pelo menos por um tempo.

Só quando você está preparado para olhar para si mesmo com uma atitude de interesse e abertura, é que você penetra a realidade da consciência baseada no coração. Antes disso, você está meramente comparando-se com um modelo artificial ou um ideal, para o qual, na maioria das vezes, você é deficiente. Você se bate por isso, e tenta outra vez se forçar a se encaixar naquele molde que você criou para si mesmo, na sua cabeça.

Digo-lhe que este padrão de perfeccionismo é uma arma assassina. É totalmente o oposto do amor. O amor verdadeiramente não compara e, mais importante, nunca quer forçá-lo a nada e nem modificá-lo de nenhuma forma. O amor não tem olhos para o que deveria ser. A própria natureza do “deveria” está ausente da consciência do coração. Na visão do coração, as qualidades morais sempre são formas de interpretar ou “dividir” a realidade. Elas são idéias na sua cabeça e, como você sabe, elas podem diferir muito de cabeça para cabeça. A própria necessidade de estabelecer modelos e definir o que é bom é precursora do conflito humano e da guerra. Não são tanto as idéias que causam a agressão e o conflito, mas a necessidade implícita de controlar e fixar.

Os ideais políticos, pessoais ou espirituais, os padrões de saúde, beleza e higiene, todos estabelecem modelos de como as coisas deveriam ser, de como você deveria comportar-se. Todos eles procuram fixar e definir o que é BOM.

Mas o AMOR não está interessado em definir o Bom. Não está interessado nas idéias, mas na realidade. O amor se volta para o que é real.

O coração está interessado em tudo o que existe, em cada expressão real de vocês, as destrutivas e as construtivas. Ele simplesmente observa; ele simplesmente está aí, envolvendo-o com a sua presença, se você o permitir.

Se você se abre para a realidade do amor, a realidade do coração, você se desapega do julgamento. Você aceita quem você é neste momento. Você percebe que você é o que é em virtude de uma multiplicidade de razões, as quais você agora vai investigar e explorar.

Quando este momento chega, é uma grande bênção para a alma. Então você é capaz de curar a si mesmo. De vez em quando você recairá na autocrítica, mas agora você tem uma memória consciente de como se sente o amor. E enquanto a tiver, você voltará a encontrá-la de novo, porque experimentou o doce perfume do Lar outra vez.

No segundo estágio da transição do ego ao coração, você entra em contato mais íntimo consigo mesmo. Você dá uma olhada mais de perto na sua bagagem do passado. Você revive suas memórias (dolorosas) – memórias desta vida, talvez memórias de vidas passadas. A bagagem psicológica que você carrega de todas as suas vidas, até o presente, constitui a sua identidade atual. Você pode olhar para esta bagagem como uma mala cheia de roupas. Você representou muitos papéis no passado, assumiu muitas identidades, exatamente como peças de vestuário. Você acreditou tão firmemente em alguns desses papéis, que chegou a considerá-los parte da sua identidade. “Este sou eu”, você pensa de tais papéis ou “vestimentas”.

Entretanto, quando você investiga verdadeiramente o que estes papéis têm a ver com você, descobre que você não é eles. Você não é os papéis psicológicos ou identidades que você assume. Você não é as suas roupas. Você utilizou estes papéis por uma necessidade de experiência sentida pela alma.

A alma se deleita com todas essas experiências, porque elas são partes do processo de aprendizagem com o qual ela se comprometeu. Considerando desta forma, todas as experiências são úteis e valiosas.

Quando você olha mais de perto para os seus próprios papéis ou identidades, você logo percebe que existiram experiências dolorosas, inclusive traumáticas, no seu passado, que ainda “grudam” em você. Você parece incapaz de se livrar delas. Elas se tornaram uma “segunda pele”: pele, ao invés de simples vestimenta.

Esses são elementos difíceis do seu passado; são as peças que agora o impedem de viver verdadeiramente e de desfrutar a vida. Você se identificou tanto com estas partes, que você pensa que é elas. Por causa disto, você sente que é uma vítima e daí tira uma conclusão negativa sobre a vida. Mas estas conclusões não se referem à vida como tal, elas só se referem às partes traumatizadas da consciência da sua alma.

São estas partes que precisam de cura agora. Você fará isto, entrando no passado outra vez, mas com uma consciência muito mais amorosa e sábia do que você jamais teve. No segundo estágio do processo de transformação do ego ao coração, você cura episódios do passado, envolvendo-os com a sua consciência do presente. Ao re-experimentar esses acontecimentos no presente, a partir de um foco centrado no coração, você libera as partes traumáticas do seu passado.

O trauma ocorre quando você experimenta uma grande perda ou dor ou maldade, e não consegue entender porque isto acontece. Todos vocês experimentaram o trauma, em muitas de suas vidas. De fato, a consciência da alma durante o estágio do ego é traumatizada desde o início: existe a perda da Unidade ou Lar, que ela se lembra e não compreende.

Quando você volta ao acontecimento traumático original, através da imaginação, e o envolve com a consciência do coração, você muda a sua reação original a esse acontecimento. Você muda a reação de horror e incredulidade, para uma simples observação do que acontece. Na regressão, você simplesmente observa o que aconteceu, e este simples ato cria espaço para a compreensão, espaço para a compreensão espiritual do que realmente aconteceu nesse evento. Quando este espaço se faz presente, você torna-se mestre da sua realidade outra vez. Então você é capaz de chegar a uma aceitação do fato completo, já que compreende, a partir do coração, que há significado e propósito em cada coisa que acontece. Você pode sentir, a partir do coração, que há um elemento de livre escolha presente em tudo o que ocorre, e então você desenvolve uma aceitação da sua própria responsabilidade pelo acontecimento. Quando você aceita a sua própria responsabilidade, você está livre para seguir em frente.

É somente quando você se relaciona com suas identidades passadas, como um ator se relaciona com seus papéis, que você se torna livre para ir aonde quer que deseje. Então, você está livre para entrar na consciência baseada no coração. Você não mais se apega a nenhum aspecto do que você foi no passado: vítima ou agressor, homem ou mulher, branco ou negro, pobre ou rico, etc. Quando você puder brincar com os aspectos da dualidade, e simplesmente usá-los quando eles lhe trouxerem alegria e criatividade, você terá alcançado o significado da vida na Terra. Você experimentará muita felicidade e uma espécie de regresso ao Lar. Isto porque você estará entrando em contato com a consciência subjacente aos diferentes papéis e identidades. Você estará tocando a base com a sua própria consciência divina outra vez... a percepção de que tudo é Unidade... em resumo: a realidade do amor.

Encerraremos este capitulo oferecendo-lhe dois exercícios, que podem ajudá-lo a entrar em contato com aquela corrente de Unidade, aquela corrente de consciência divina que é a corrente oculta de todas as suas experiências.

EXERCÍCIO 1

- Que características psicológicas, que você considera como partes de você, causam a maioria dos problemas em sua vida? Cite duas dessas características.

- Focalize os opostos dessas características. Assim, se você escolheu “impaciência”, ou “insegurança”, focalize-se agora nas suas contrapartes: paciência e confiança em si mesmo. Sinta a energia destas características por um momento.

- Volte-se para o seu interior e procure estas energias dentro de si mesmo. Cite três exemplos da sua própria vida, nos quais você exibiu estas características positivas.

- Agora que você está em contato com estas características positivas, permita que as energias delas fluam através de você e sinta como elas o equilibram.

EXERCÍCIO 2

- Relaxe e permita que a sua imaginação viaje para trás, até um momento no qual você se sentiu muito feliz. Pegue a primeira coisa que aparecer na sua mente. Sinta a felicidade novamente.

- Agora vá para um momento no qual você se sentiu extremamente infeliz. Sinta a essência do que sentiu naquele instante.

- Capte o que há de comum nas duas experiências. Sinta o que é igual nesses dois momentos.

Ambos os exercícios foram planejados para que você perceba a consciência subjacente, o “você” sempre presente em todas as suas experiências.

Este recipiente de consciência sempre presente, o transportador das suas experiências, é o “Você” Divino. É sua entrada para uma realidade além da dualidade: a realidade do coração.


© Pamela Kribbe

Tradução para o português: Vera Corrêa.

Do Site Jeshua Channelings

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