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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Namoro astral ( encontro nas estrelas )



- Rama -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges)

É como um sonho.
A canção volta a acontecer.
Como namorados cósmicos, saltitamos de mãos dadas pelas estrelas.
O Universo agora é nosso irmão, o asteróide errante é nosso companheiro.

Sinto a fusão de nossas almas e um jorro de felicidade invade minha consciência.
Sinto-me elevado às dimensões cósmicas do paraíso.
Vencendo a barreira luminosa, estou aqui e lá, com você.
A nossa trilha é brilhante.

O tempo não existe.
A doce fusão é efêmera e eterna.
Somos passageiros do prazer nessa união.
Corpos distantes, almas vibrantes.

Os valores se modificam.
A vibração cósmica nos preenche.
Estou com você e com todos.
Amor no pensamento e luz jorrando pelos olhos.
As ilusões desaparecem, não temos sexo e nem raça: pertencemos à vida.

Vejo que é você verdadeiramente.
Não há beleza que se compare à de estar vibrando com você no Cosmo.
Além das fronteiras humanas estamos juntos.
O amor não tem rótulo, é impossível aprisioná-lo.
Nessas mudanças da alma, ele aparece como nunca.

Estamos fundidos num sentimento que palavra alguma conseguiria descrever com justiça.
Somos a mesma essência.
O nosso amor é tão grande que não cabe numa relação humana convencional.
Fico a pensar se nossos corpos agüentariam a nossa fusão espiritual.

Agora entendo porque a evolução nos reencarnou separados: morreríamos de felicidade se estivéssemos juntos!
Compreendo agora que há necessidade de expandir esse amor para outros.
Sei que retornaremos ao corpo, conviveremos com a tristeza da separação.
Mas teremos em mente que a separação da carne não é a separação de almas.

Utilizaremos o nosso amor cósmico para tentarmos amar melhor os companheiros humanos.
Não a vejo com freqüência, mas sinto os seus pensamentos de amor.
A saudade bate firme em mim também.
Começo a pensar em você e o círculo se fecha.
A ligação está feita.

A ignição está preparada.
A noite é nossa companheira fiel.
Decolamos para o espaço: espíritos libertos temporariamente da carne.
Unimos o sentimento e iluminamos o Cosmo.

Jazem deitados, os corpos que escondem o nosso amor durante o dia.
Esse namoro astral é fantástico!
O que seria dos amantes reais se não fosse essa sutil escapada noturna?
Sorte nossa que existe essa viagem da alma!

Não fiquemos tristes por não podermos manter essa união: novas noites virão.
O chamado é irresistível!
Vibraremos fora do corpo para termos a paciência na carne.
Amadureceremos nas nossas relações humanas, esperando que a Cosmoética* um dia se instale na Terra.

Por enquanto, temos que conviver com a pequena ética humana, sem podermos revelar o nosso sentimento.
Não importa: pelas leis do sentimento,somos casados espiritualmente.
É isso que importa realmente.
Esperemos a entidade nos chamar.

Um dia seremos todos em nós o tempo todo.

Viagem da alma, presente de Deus... espíritos reluzentes transmutando juntos o amor...


(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual I" do prof. Wagner Borges)


* Cosmoética: código de ética extrafísico. É o mesmo que moral cósmica.

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=358&catid=31:periodicos&Itemid=57


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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O amor real - ser, presença e consciência

Por Wagner Borges

“Uma pessoa deve sempre oferecer uma prece de agradecimento pelo amor que despertou no outro.”

Muitas pessoas só valorizam um amor quando estão sozinhas.
Contudo, o amor é transbordante... É um estado de consciência.
E, nesse mundo transitório, ninguém ganha ou perde nada.
Porque até a chance de viver e amar vem do Papai do Céu.
É um presente. Vem do Coração de Deus para o coração do homem.
Ah, quem ama, naturalmente transborda...
E sabe que o amor é maior do que o amante e o ser amado.
Por isso, não se perde... Pois há uma luz em seu coração.
E, mais do que um encontro, o amor faz mesmo é um reencontro...
Faz a luz reconhecer a luz dentro do próprio homem.
Ensina - não o verbo “ter” -, mas, sim, a SER.
Quando alguém ama, realmente, dá a si mesmo... O próprio espírito.
E o seu coração escuta uma canção secreta – a melodia das esferas astrais.
E isso não cabe em palavras. Aliás, não cabe em coisa alguma.
E só o Grande Arquiteto Do Universo é que compreende isso.
No entanto, os poetas tentam dizer algo, mesmo que de forma imperfeita.
Porque, quem escuta a música das esferas, quer compartilhá-la...
E, mesmo com todas as limitações, eles falam do amor que transborda.
E, assim, transbordam mais ainda...

P.S.:
O amor arde sem abrasar...
Quem ama, sabe.
É um presente.
É consciência.
Não se explica.
Só se sente...
Não é “ter”.
É SER!

(Dedicado aos que compreendem além da limitação das palavras, porque sentem algo a mais... Um Amor. Uma Luz.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges – tentando SER.

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10067:1035-o-amor-real-ser-presenca-e-consciencia&catid=31:periodicos&Itemid=57

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Oração da Presença

Por Wagner Borges

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na Terra ou no Espaço, e por onde quer que o Imanente Invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta A PRESENÇA SECRETA DO INEFÁVEL!
Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver, e a tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele AMOR QUE AMA SEM NOME.
Aquele Amor que não se explica, só se sente.
Que esse Amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que esse Amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da PRESENÇA que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de PAZ E LUZ.

Meu irmão, não sei qual é o mal que lhe aflige no momento, mas seja ele qual for, físico ou espiritual, que tudo possa melhorar agora.

Que haja transformação em tudo aquilo que esteja estagnado em seu ser.
Que você possa ser curado no seu espírito, causa de sua vida e de seu destino.
Que os ventos da renovação soprem sobre os seus rumos e escolhas.
Que uma ternura secreta acalente os seus pensamentos.
Que o precioso toque sutil dos protetores espirituais lhe conforte.
Que os anjos da presença secretamente cantem por você.
Que haja um novo despertar em sua vida.
Que o cálido canto dos anjos aqueça o seu coração.
Que o seu mal seja curado, seja na Terra ou no Céu.
Que os anjos da presença compartilhem as bênçãos celestes em seu corpo, e em seu espírito.
Que haja luz em seu ser.
Que a tristeza, a dor e as mágoas sejam dissolvidas na luz.
Que você possa seguir com confiança, pois os anjos da presença estão ao seu lado.
Que as dores de agora, e os problemas do passado dêem passagem para o despertar espiritual se apresentar dentro de você.
Que o seu despertar seja radiante.
E que a sabedoria seja a sua nova parceira.
Que o amor, a eterna presença, esteja sempre com você.

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4141

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Enviado por Alexandro Barros

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um grande amor num pequeno coração

(Quando se Sente o Coração do Todo na Flama Espiritual)

- Por Wagner Borges -

Quando o homem eleva sua consciência acima do intelecto e das emoções, percebe a existência de um Grande Amor que permeia a tudo e a todos.

Esse Amor está presente todo o tempo, mas um véu de egoísmo se interpõe entre o coração e Ele. E é este véu que impede o divino potencial de florescer no Ser.

Então, por favor, deslize sua consciência para dentro do coração espiritual. Se quiser, coloque uma das mãos no peito, e peça ao Grande Amor que lhe ajude a remover este véu, para que você possa percebê-lo dentro de você mesmo e, por extensão, também no coração de todos os outros homens.

Pense numa Luz Perene, Amor sem forma, apenas Consciência, que é sentimento puro se propagando silenciosamente...

Que você seja canal dessa Luz - que o seu coração seja médium deste Grande Amor entre os homens.

Que os seus medos possam ser removidos. Que os seus bloqueios possam ser trabalhados de forma consciente. Que esse Amor possa ser representado por uma grande luz cor-de-rosa. Uma massa de energia rosada, interpenetrante, em seu coração.

Que você, com sua mão no peito, represente a todos os homens.

Que esse Grande Amor possa abrir as portas das divinas possibilidades que cada um carrega em seu próprio peito.

Há um fogo celeste em seu coração. É como uma acha de fogo espiritual que vem aquecer seu coração e abrir os caminhos.

Imagine que, entre sua mão e o seu peito, existe uma chama. Ela está envolvida numa esfera luminosa (ou, se preferir, num triângulo, entre sua mão e o peito).

Pense que o Grande Amor está em você e, também, nos outros. E que, assim, volte ao Todo que o gerou. E do Todo, novamente ao seu coração, num eterno ciclo de Amor infinito...

Vai e volta, vem e vai... Sempre existindo...

E que essa chama possa iluminar os seus caminhos. E que você pense nisso, no Amor mais lindo de todos, entre sua mão e seu coração.

Que você peça a Ele que haja benefícios para outras pessoas, sejam aquelas que vivem com você, e além...

Que esse Grande Amor seja lembrado e reverenciado todos os dias, na quietude do seu coração, no mais profundo do seu Ser.

Que você jamais se esqueça de diariamente lembrar-se dessa chama espiritual no centro de seu Ser. E que todo dia ela aumente um pouco mais e abra novos caminhos.

É isso aí: um Grande Amor, e uma chama secreta e sutil, em seu coração.

Lembre-se, lembre-se, lembre-se... O Todo* está em tudo!.

P.S.: Esses escritos são a transcrição da gravação de uma prática espiritual realizada com a turma de 100 alunos do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.

Paz e Luz.

São Paulo, 14 de março de 2007.

- Nota:

* O TODO - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9491&catid=31&Itemid=57

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domingo, 28 de agosto de 2011

Harmonia, Paz e Luz

Por Wagner Borges

Há um lugar onde nossas paixões infantis são queimadas: a fornalha do coração. É onde se misturam as emoções grossas e os sentimentos sadios. É nessa fornalha que devemos trabalhar e onde devemos queimar o sofrimento. É onde devemos substituir a paixão animal pelo amor consciencial.

No Oriente, fala-se muito de Maya, a rainha das ilusões, aquela que tolda as percepções do espírito e ilude-o com as aparências. Maya impera absoluta no reino dos sentidos. Ela é a senhora dos caminhos terrestres e ilude a todos com suas fantasias de morte e de paixão.
No reino da consciência, o reino real, o equilíbrio é que deve imperar. E equilíbrio resume-se em apenas duas palavras, que eram usadas na antiguidade pelos antigos iniciados como mantras:

A palavra LUZ, que significa equilíbrio energético, um campo energético sadio que flui com com tranqüilidade e não se abala perante as tempestades psicofísicas do dia-a-dia.

A palavra PAZ, que significa equilíbrio emocional, em que há tranqüilidade em si mesmo, independentemente do jogo emocional e das tormentas exteriores.

Essas duas palavras: LUZ, o equilíbrio energético e PAZ, o equilíbrio emocional, somadas, chamam-se equilíbrio da consciência, uma consciência pacífica e harmônica em suas manifestações.

A palavra HARMONIA também significa equilíbrio, a harmonia entre os corpos: humano, emocional e mental, os três servindo à consciência como instrumentos de um grande espírito. A palavra HARMONIA é o mesmo que equilíbrio e equilíbrio é PAZ com LUZ.

E é com PAZ e LUZ que nós queremos que vocês cresçam.

É uma paz tão grande que nós queremos que vocês tenham, que se explodisse uma bomba atômica agora, se ocorresse um terremoto e todas as pessoas lá fora perecessem, aqui dentro vocês estariam inalterados. Inalterados por quê? Porque há equilíbrio na consciência. O mundo pega fogo, porém existe gelo aí dentro. Se o mundo estiver gelado lá fora, deve existir fogo na alma de vocês. Se lá fora existir água, deve existir terra dentro de vocês e se existir terra, deve existir água em vocês.

As coisas exteriores não devem afetá-los. Nem pressões econômicas, sociais ou familiares, pressões espirituais, pressões emocionais oriundas de vidas passadas e de traumas, nada deve pegá-los.

Vocês têm armas nas mãos para superar esses tipos de problemas.

Vocês têm as palavras PAZ e LUZ em suas consciências e devem usá-las quando necessário: LUZ para ativar os chacras e PAZ para equilibrá-los nos momentos de irritação e impaciência com as outras pessoas.

(Psicofonia recebida por Wagner D. Borges em Caxias do Sul durante um curso de Projeciologia para 60 alunos)

(PAZ: isso não significa estar num lugar onde não há barulho, problemas ou trabalho duro, significa estar no meio dessas coisas e ainda estar calmo no seu coração - Desconhecido ).

Repostado.

Postado pela primeira vez em 14/12/10.

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sábado, 27 de agosto de 2011

Fim do quê? Chega de Medo!

FIM DO QUE?

Por Wagner D. Borges

As grandes almas que ajudam invisivelmente na evolução da humanidade não fazem previsões funestas. Em nenhum momento, suas orientações são direcionadas à questões de fim do mundo. Seus ensinamentos são direcionados à manutenção da esperança e da Luz Divina que já habita todos os seres. Suas inspirações são para ampliarmos o sorriso, para abrirmos flores em nossos chacras e para fluirmos pela existência com generosidade e bom senso. Seus ensinamentos são claros: AMOR, AMOR, AMOR... Sua bondade é inigualável e, por isso, eles dizem:

"Avancem no caminho... Estamos abraçando seus espíritos, estamos presentes em seus corações. Nossa alegria é vê-los evoluindo em direção ao afloramento de seus potenciais divinos. Cresçam, meus irmãos! Os medos, profecias e querelas humanas não governam os destinos do mundo. A luz da humanidade está no coração e em seus próprios passos. O destino dos homens já está traçado desde a aurora dos tempos. Ninguém tem alternativa a não ser evoluir..."

Para alguns, esse processo pode parecer demasiado lento. Outros podem argumentar que há pessoas tão maléficas que o único caminho para elas é a destruição. Todavia, é necessário olhar tudo isso com visão ampla, além de meras referências sensoriais-emocionais. É preciso olhar com visão imortal, preciosa e livre de amarras psicológicas. Ninguém morre! Onde, então, está esse fim de que tanto falam e profetizam?

O Universo pode desaparecer, quem sabe? Mas as consciências permanecerão vivas e conscientes. Não temos alternativa: somos imortais!

Se por ventura, eu souber de alguma catástrofe mundial, não me abalarei, pois sei que isso já aconteceu antes e estou vivo até hoje!

A Atlântida afundou, mas há tantas pessoas que desencarnaram lá e estão vivas hoje tanto quanto antes. Não me preocupa o fim do mundo, pois sou imortal. O que me preocupa é o fanatismo e o medo das pessoas.

Como gostaria de ver o fim disso!

Vejo muitas pessoas profetizando o fim dos tempos, mas não as vejo falar de imortalidade. Vejo-as ameaçando o mundo, como se fossem "juízes da Nova Era".

Não sei se acontecerá alguma coisa amanhã ou depois, mas sei que meus olhos estão brilhando de compaixão. Não sei o que virá nos dias vindouros, mas sei que no presente momento devo crescer, sorrir, amar e lutar por idéias criativas entre os homens.

Não sou profeta, sou apenas um espírito vivendo por um tempo na Terra. Entro e saio de corpos há muitos milênios e vou seguindo... Se não existir mais este planeta, vou para outro. Já faço isso há um tempão.
Terremotos, maremotos, furacões e morte não me perturbam. Se acontecerem mesmo em escala planetária, tenho absoluta certeza de que sobreviverei a eles, seja dentro ou fora do corpo. Aliás, não tenho alternativa mesmo: Deus me fez imortal!

Como disse antes, não sei profetizar e também não me considero um eleito espiritual diferente dos outros. Pelo contrário, preciso aprender muito com meus irmãos de caminhada.

Tenho mais simpatia pelo meu amigo Gilmar, balconista da padaria do sr. Manuel, onde almoço, brinco e falo de futebol, do que pelos profetas de fim dos tempos. Muitos deles se acham escolhidos espirituais diferentes dos outros seres humanos.

E além de ser amigo do pessoal da padaria, também sou amigo de vários seres espirituais e extraterretres. São eles que me inspiram a sempre veicular idéias positivas ao mundo.

Bom, está na hora de concluir este texto. Acho que vou ali na esquina, na pastelaria do meu amigo japonês que adora conversar comigo sobre aura e vida após a morte. Me deu uma baita vontade de comer um pastel. E que dupla maravilha: o pastel não é iniciado ou extraterrestre e eu não sou um escolhido da Nova Era! Contudo, vou até a pastelaria cheio de alegria e meus olhos estão brilhando, pois está neles a certeza de que sou imortal e o único "finn" que conheço é a marca do adoçante aspartame que uso no cafezinho.

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=46&catid=31:periodicos&Itemid=57


CHEGA DE MEDO!

Por Ana Paskakulis

Cenário um: texto que convida a reflexão a respeito dos rumos que temos escolhido, que oferece sugestões para novas formas de olhar isso tudo e que te dá encorajamento para que ocorra uma mudança positiva em sua vida. Você lê, submete ao seu coração, e se ressoar, vai lembrar quando estiver em alguma situação relacionada. É a famosa sementinha, que foi plantada propositalmente em seu caminho, e que pode germinar e dar belos frutos se você quiser. Essa para mim, é a ideia da comunicação de Luz. Algo que te convide a novas escolhas, com amor e mansidão.

Cenário dois: um texto onde você é apresentado a cenário alarmante. Preocupe-se, perca seu sono. Volte lá amanhã pois mais cenários alarmantes serão apresentados. Viva sem alegria pois está preocupado com a tragédia iminente. Não durma tranquilo pois tem pesadelos associados as formas pensamento que anda mantendo, e aí equivocadamente os chamará de visões. Não fale com tranquilidade dos melhores caminhos quando instruir quem lhe procura pedindo ajuda, ao contrário, espalhe o medo que traz em si, se tornando mais um agente do desequilibrio. Eu hein?!

Convivo com muita gente virtualmente, e vejo o estrago que esse tipo de informação faz. Pessoas cheias de medos, dúvidas, com olhos focados na tragédia e na insegurança. Esqueceram, descuidaram de se trabalharem internamente, mas ainda trazem feridas e dureza nos corações, continuam intolerantes em suas vidas. Ainda tropeçam nos véus que precisam ser identificados e retirados.

Mas o que importa, para que trabalhar e curar isso?

O mundo vai acabar mesmo né?

Percebem a bobagem que é embarcar nisso?

Ora, inteligente leitor.

Estamos num planeta cujas placas tectônicas se movem continuamente, e a possibilidade de terremotos é algo óbvio. A possibilidade indesejada de um enorme terremoto também. Vulcões despertarem por isso, também.

Você vai deixar de viver seu agora, e vai direcionar suas energias para a espera e contemplação da possibilidade de um terremoto acontecer?

Você o evitará se preocupando com ele?

Eventos astronômicos tais como cometas, asteróides, chuva de meteoros e afins fazem parte das nossas vidas. Isso pode acontecer a qualquer momento, mesmo que não previstos pelos especialistas que vasculham essas possibilidades. Se estão inseridos no final de um ciclo ou não, são eventos que podem acontecer.

E você vai deixar de dedicar-se ao seu agora, produzindo coisas úteis para si e para os outros, focando sua atenção nessas possibilidades? E focando, o que você poderá fazer, vai impedir que aconteça?

Não há garantias de que estejamos aqui amanhã. Não há garantias de que estejamos com saúde amanhã. Não há garantias de que estará em seu emprego amanhã. O que é garantido?

Apenas que você sobreviverá a qualquer coisa, encarnado ou não, equilibrado ou não, e isso será de acordo com sua escolha, e do que fez para conseguir isso.

Que não existem garantias de um amanhã seguro como alardeiam as mensagens que despertam medo e insegurança, é um fato.

Novas perspectivas de vida que podem ser vislumbradas a partir de uma mensagem positiva de encorajamento também é um fato.

Diante desse panorama claro e a nossa escolha, pergunto: porque escolher gastar energias e foco em algo que apenas mina sua vitalidade?

Eu defendo a abertura de visão, o despojamento do velho que não cabe mais nos novos rumos, e um olhar lúcido e simplificado de tudo que nos cerca. E sinceramente não creio que amedrontar desperte alguém, acredito que isso é possível encorajando e estimulando.

O preparo para uma situação de tragédia é desejado, é importante pensar na possibilidade e se precaver. Conhecer, aprender. E só! Mas fazer desse assunto seu foco, é algo insano, e muitas vezes quem está dentro não percebe, de tão envolvido que está.

É só pesquisar e veremos como são antigas as previsões de tragédias e elas se sucedem, cada vez mais convincentes.

A chuva de meteoros não veio, então toda a atenção se volta para os terremotos. Não veio o grande terremoto, então a atenção se volta para os vulcões. Olha, essa é boa: tem também as naves que vão invadir e os famintos Ets negativos vão nos comer. Não funcionou? Então vamos focar no cometa. Não vai funcionar? Então vamos com tudo pra 2012. E se não funcionar também? Tudo bem, vão arrumar uma tragédia com requintes de “sinais” para sugar sua atenção e energias.

Ligue seu detector de energias no último. Acesse esses locais e informações, ao final seja sincero e perceba o que está sentindo. Está em paz? Leve? Algo positivo foi acrescentado a sua vida?

E se alguma dessas previsões funcionar, você ganhou o que focando seu tempo nela? Sofreu antes e qual a utilidade disso?

Qual é o propósito de quem divulga algo com esse conteúdo? Disseminar o medo para que?

Alertar é uma boa resposta. Mas para alertar é preciso fazer disso o assunto principal e cotidiano?

Sabemos que quem se alimenta das emoções e do medo gerado por essas notícias são os seres negativos. É interessante para eles que os humanos continuem assim. Medrosos, inseguros, ruindo sua confiança e fé, deixando-o vacilante.

Que num dia cheio de trabalho, ao procurar alguma informação no fim da noite, ao invés de ler algo edificante que o levante e convide a voar, ao invés disso, o mantenha apreensivo e fraco.

Que amanhã cedo quando levantar, em vez de ser uno com a vida e com a busca incessante pelo despertar, passe o dia a preocupar-se e a disseminar a sua preocupação e medos com os amigos, família. E isso se espalha como uma doença.

Tem algo errado aí não tem?

Sabemos que a Terra é envolta em carregada e densa camada de energias, justamente pela emissão de pensamentos em desalinho, desvarios causados pelas emoções desenfreadas, e equilibrio curaria isso. O que você anda emitindo em benefício de uma atmosfera mais límpida?

Olhe a outra opção de enxergar isso. A pessoa que está consciente que essas tragédias podem acontecer, informa-se, prepara-se para uma eventual emergência, entende que esses eventos são grandiosos e a preocupação dela não os pode deter.

Então ela se esforça por fazer a cada agora um mundo melhor para ela e para o mundo que a rodeia. Sabe que se vier a deixar o corpo físico , continuará viva e trabalha ativamente para ter uma vibração limpa e melhor a cada momento, para merecer frequentar os lugares que a possam receber quando sair daqui.

Consciente, tranquila, e em paz.

Você que se alimenta de tragédias, como anda sua relação consigo mesmo e com as pessoas que te cercam? O equilíbrio está contigo? Você é um desperto que nada mais carrega consigo que não seja amor, mansidão, paz, alegria e acolhimento? Ainda vê seu irmão ( o outro você) como um inimigo em potencial se ele não compartilhar das suas ideias?

Não tem nada por resolver, já não mais reage, mas compreende e ama incondicionalmente?

Se não é isso tudo, acha que o melhor a fazer é escolher desequilibrar-se ainda mais e perder a oportunidade de curar-se enquanto pode e está aqui?

Elimine o medo e tudo que te enfraqueça de suas escolhas, opte pelo caminho luminoso da compreensão, da consciência, que como uma bússola, sempre vai te mostrar o rumo certo, mostrando onde você pode pisar com segurança. Aqui, fora daqui, seja onde for. Porque a segurança estará alicerçada em seu coração, será parte de você.

Dessa forma você será um farol, uma luz confiante que guiará seu semelhante em caso de necessidade. Cure-se, nutra-se e aí ajude.

Com esse medo todo você não está se ajudando e não pode ajudar ninguém.

Não pense que a bagunça e o desalinho de sua alma serão curados com um desencarne coletivo. Desencarnar é mudar de cidade apenas. Você será o mesmo, em outra dimensão. Está mesmo pronto para mudar daqui e entrar numa morada de luz?

Pare de perder seu tempo, querido amigo, vá preparar sua bagagem de viagem, que deve estar sempre pronta. Ela é do tamanho do seu coração, cuide para não manter coisas desnecessárias.

Eu não podia deixar de vir aqui falar sobre isso. Quase todos os dias preciso juntar cacos de pessoas que vem contar da sua insegurança, do seu medo, gerado pelos alarmes sem fim de tragédias.

Informe-se sim. Enxergue além do medo. Equilibre-se, esteja em Unidade com o Todo. Produza bons frutos. Compartilhe-os. Una sempre, acolha sempre. Ame sem descanso.

Como brilhantemente nos diz o amigo Wagner Borges no texto acima: somos imortais, e eu digo: estamos amparados sempre. Cuide desse coração aí dentro, trate de desembaçar essa visão das coisas, adquira melhor compreensão e consciência e escolha otimizar a sua estada aqui.

Estarmos humanos é um jogo que fica excelente de se jogar quando o fazemos com consciência, lucidez, sem dramas, melindres, e com muito amor.

O bom jogador sabe que o fim de uma etapa do jogo pode estar próximo, e sábio, ele tenta viver cada minuto dessa aventura com alegria e unidade, em comunhão com a Vida, QUE NUNCA CESSA.

Eu amo todos vocês, eu amo estar aqui nesse único e incrível momento que vivemos.

Em alegria, unidade e sem medo,

Ana.

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domingo, 19 de junho de 2011

Falando da paz real, e de outras coisas...

Por Wagner Borges
Nós falamos sempre na paz mundial e, no entanto, carregamos discórdias em nossos próprios corações.
Falamos de perdão, mas continuamos brigando muito.
Almejamos a expansão da consciência, contudo, ainda estamos presos às coisas ridículas do nosso ego.

E, às vezes, até choramos quando alguém querido parte para outros planos da Vida Maior, mas não somos capazes de chorar por Deus.
E oramos muito, sempre pedindo algo ao Alto e, ao mesmo tempo, esquecendo-nos de agradecer o dom da vida.
Olhamos para as estrelas e nos admiramos com o brilho celeste, mas não somos capazes de ver o brilho do Eterno nos olhos de nossos semelhantes.

Admiramos os grandes mestres, mas não praticamos os seus ensinamentos.
Queremos viajar espiritualmente pelo Céu, mas não estamos viajando direito nem em nossas próprias vidas.
Falamos de amor e doçura e, no entanto, estamos amargos por dentro.
Sonhamos com um mundo melhor, mas, muitas vezes, os nossos pensamentos e sentimentos são tão estranhos...

Falamos de espiritualidade, mas continuamos reclamando da vida.
Falamos da Luz, mas os nossos chacras estão embaçados por causa de nossa inércia consciencial.
Às vezes, desculpamos os outros, mas não perdoamos a nós mesmos.
Queremos a presença de seres luminosos perto de nós, mas, por nossa própria imaturidade, acabamos atraindo presenças espirituais perniciosas para o perímetro de nossas auras.

Ah, porque somos tão complicados e contraditórios?...
Somos filhos de um Grande Amor e uma Luz Maior pulsa em nossos corações.
Então, não vamos fazer por menos!
Vamos crescer…

Porque nós merecemos muito mais do que estamos fazendo atualmente com nossas vidas.
Vamos ser felizes, só porque nós existimos.
E vamos vencer a nós mesmos...
Porque somos muito mais do que imaginamos.
Viemos das estrelas e, por isso, não podemos deixar que algo ou alguém - encarnado ou desencarnado -, apague o nosso brilho.

Ah, vamos deixar de fazer promessas ao Céu, e vamos prometer a nós mesmos que tudo faremos para melhorar...
É isso.
Vamos em frente, e não pararemos até alcançarmos a meta...
Porque, lá na linha do horizonte de nossas consciências, vem surgindo o Sol da Consciência Cósmica.
Ah, vamos ser felizes!
E que o Grande Arquiteto do Universo nos abençoe.
Paz e Luz.

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10426:1098-falando-de-paz-real--e-de-outras-coisas&catid=31:periodicos&Itemid=57

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Respirando com as almas livres - III

Por Wagner Borges

Um grande Amor bate às portas de nosso Ser, todo tempo...

Vamos deixa-lo entrar em nossos corações?

Ele não é homem ou mulher, nem filho ou pai.

Na verdade, as pessoas é que são veículos dele.

E também a natureza e a vida...

Ah, vamos deixa-lo entrar?...

Vamos respirar pensando que o ar está permeado de prana...**

E ele é amarelo brilhante.

Então, vamos respirar essa vitalidade?

E vamos nos lembrar daquelas almas tranquilas e magnânimas...***

Que, como a primavera, fazem a bem a todos.

Pois elas ajudam aos homens na longa travessia das várias vidas.

E fazem isso invisivelmente, sem nada esperar.

Ah, elas fazem isso somente por sua própria bondade.

Nada julgam, apenas amam... Em silêncio.

E elas também são veículos do Grande Amor.

E seus corações pulsam junto com a própria vida universal.

Porque elas percebem a pulsação do Grande Coração do Todo, em tudo.

Vamos respirar a Luz? E agradecer o dom da vida?

E, independentemente das coisas que hoje aconteceram, vamos pensar na Paz?

E, apesar do cansaço e de tantas outras coisas, vamos pensar em algo melhor?

A Luz. Um Grande Amor. E as almas serenas e livres...

E os nossos corações cheios de gratidão, por estarmos aqui.

Pela vida e pelas chances de aprendermos tantas coisas.

Vamos respirar em Paz, com gratidão?...

E vamos abrir as portas de nossos corações para o Todo.

E que tudo melhore...

P.S.:

Ah, vamos pensar naquelas grandes almas.

Porque elas estão aqui, operando espiritualmente, em silêncio...

Invisíveis aos nossos olhos físicos, mas visíveis aos nossos corações.

E elas sempre dizem: “Sem Amor, ninguém segue...”

Então, vamos pensar e sentir esse Amor, que é CONSCIÊNCIA.

Paz e Luz.

- Wagner Borges –

São Paulo, 18 de maio de 2011.

* As duas partes anteriores desse texto podem ser acessadas diretamente no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:

http://www.ippb.org.br/textos/10145-1044-respirando-com-as-almas-livres-ii.html

** Prana – do sânscrito – sopro vital; força vital; energia.

*** “Há almas boas, tranquilas e magnânimas,

Que, como a primavera, fazem bem a todos.

E que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano

Do nascimento e da morte,

Ajudam outros a cruzá-lo também.

Tudo isso sem nenhum motivo particular,

Mas somente por sua própria natureza bondosa."

- in Shankara; Índia, Séc. 9 d.C. –

IPPB - http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10393:1096-respirando-com-as-almas-livres-iii&catid=31:periodicos&Itemid=57

Nave Mãe - http://navecomando.blogspot.com/

sábado, 23 de abril de 2011

Lucidez, dentro e fora do corpo



A ARTE DAS EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO
Por Wagner Borges
"Enquanto o seu corpo físico dorme, você, em espírito, alça vôo para outros planos e realidades conscienciais. Ou seja, você dá uma volta em sua casa real, o plano extrafísico, seu lugar de origem antes desta vida atual. E aí, você encontra os seus afetos extrafísicos, amigos dessa e de outras jornadas, todos muito vivos, também em espírito. O resultado disso é uma profusão de abraços altamente energéticos, verdadeira festa da vida em outros planos de consciência.
Essa é uma das riquezas das experiências fora do corpo: elas levam o espírito projetado para fora do corpo diretamente ao plano espiritual, sem intermediários, e lhe provam, cabalmente, a existência da consciência além da matéria. O resultado disso é óbvio: desaparece o medo da morte e seu terror, e fica no lugar uma grande alegria, por reconhecer-se como consciência imperecível e participante da existência cósmica."

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A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA E A LUCIDEZ EXTRAFÍSICA
- Por Ramatís -
Há um constante conflito entre o homem interior e o mundo exterior; entre seus ideais e a necessidade de sobreviver; entre seus sonhos e a realidade.
Entre a fantasia e a realidade, existe um limite onde são forjados os sonhos. Dependendo do engendramento desses sonhos, o ser humano pode ser fortalecido ou enfraquecido, alertado ou distraído, conscientizado ou obnubilado.
Aparentemente, dormir é como morrer, já que, tanto no sono como na morte, o véu da inconsciência envolve o ser humano.
O corpo físico permanece inconsciente durante o sono porque a consciência projetou-se naturalmente para fora dele.
Em termos reais, é uma mini-morte, não física, mas consciencial, pois a maioria dos seres humanos sai do corpo de maneira inconsciente ou semiconsciente. Assim, os homens são totalmente envolvidos pelas idéias oníricas que acabam por influenciá-los, de maneira positiva ou negativa, durante a vigília física normal.
Enquanto as consciências encarnadas no plano físico não se esforçarem para melhorar sua lucidez, física e extrafísica, a Terra continuará sendo um imenso "dormitório espiritual", suspenso no espaço sideral.
Durante a vigília física normal, os seres humanos são dominados pelos impulsos emocionais, oriundos da falta de controle do corpo emocional (psicossoma), e pelas lentas vibrações do cérebro físico que restringem e amortecem o corpo mental (1).
Durante o sono, esses mesmos seres humanos libertam-se temporariamente do restringimento físico, mas não se libertam do emocionalismo que lhes caracteriza a existência e nem da cobiça e orgulho que os fazem brigar entre si constantemente.
Envolvida pelas formas-pensamento (2), oriundas do descontrole mental manifestado na vigília física normal, a grande maioria das consciências encarnadas permanece flutuando acima do corpo físico, lidando com os assuntos triviais do seu dia-a-dia.
Algumas pessoas conseguem afastar-se do corpo físico, buscando, inconscientemente, emoções fortes e vibrações densas que tenham afinidade com seu padrão espiritual. São verdadeiros "sonâmbulos espirituais", que muitas vezes são atraídos automaticamente para os ambientes onde movimentam-se durante o dia ou para certas áreas do plano astral inferior bastante densificadas vibratoriamente, onde são vampirizados energeticamente por obsessores desencarnados que aproveitam-se da situação. Ao despertarem assustadas no físico, essas pessoas pensam que foram vítimas de um pesadelo.
Durante o dia, os encarnados arrastam-se pela vida, motivados por interesses mesquinhos e egoístas, brigando e matando uns aos outros como se fossem feras indomáveis.
Durante a noite, projetam-se espontaneamente e ficam a sonhar fora do corpo. Na verdade, é como se não estivessem projetados, pois estão totalmente inoperantes para o plano astral.
Seu psicossoma (3) está fora do corpo físico, mas sua consciência continua agrilhoada aos valores do plano físico.
Nos planos extrafísicos próximos ao plano físico, também encontramos multidões de pessoas em estado lastimável de semiconsciência. São os desencarnados que encontram-se sonambulizados astralmente após a morte. São verdadeiras legiões de zumbis espirituais envolvidos nas formas-pensamento engendradas durante a vida física pelo descontrole mental e emocional em que viviam. Dentro do monoideísmo espiritual em que se encontram, alguns pensam poder ressuscitar o cadáver e, assim, tornar a viver no plano físico. Outros sentem a falta das vibrações densas e pesadas do corpo humano. Outros, ainda, sentem dores atrozes devido à morte violenta que sofreram ou choram as oportunidades perdidas e a saudade dos familiares que ficaram encarnados.
Se todas essas pessoas tivessem aprendido a projetar-se conscientemente para fora de seu corpo humano durante a vida física, provavelmente não estariam nessa situação, pois teriam compreendido que a morte é apenas a passagem da consciência para outro plano. É simplesmente uma projeção final, da qual não se retorna mais para o físico. A adaptação ao plano extrafísico seria tranqüila, pois o meio-ambiente astral lhes seria familiar pelas visitas feitas anteriormente através das projeções.
Assim, observamos bilhões de consciências encarnadas e desencarnadas anexadas, mental e emocionalmente, apenas à realidade humana, totalmente bloqueadas para outras realidades extrafísicas.
A inconsciência e a semiconsciência imperam absolutas no reino humano. Isso pesa bastante na economia espiritual do planeta, que poderia ser considerado não só como um "dormitório espiritual", mas também como um "manicômio consciencial", situado em pleno espaço sideral, em um pequeno sistema solar inserido dentro da Via Láctea, logo ali (ou aqui), na esquina do Universo.
Enquanto o ser humano não descobrir o que acontece consigo mesmo durante o sono e não aproveitar seu potencial nessas horas ociosas, estará morto para a realidade existente em outros planos. Estará iludido pelos valores limitados que a vida humana lhe oferece. Urge que cada consciência aperceba-se da necessidade de vislumbrar outros planos de existência e neles adquirir força e conhecimento para não deixar que o véu de Maya (4) lhe bloqueie as percepções e distorça seus pensamentos.
Se cada consciência encarnada melhorasse sua lucidez extrafísica (5) durante a projeção, que ocorre naturalmente todas as vezes que seu corpo físico adormece, provavelmente teríamos uma manifestação mais equilibrada no plano físico. Assim, talvez esse nosso planeta louco deixasse de ser um "manicômio consciencial", podendo ser transformado ao menos em um "hospital decente".
Paz e Luz!
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - I" - Editora Zennex - 1993.)
- Notas:
1. Corpo mental - é o veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta usando os atributos da inteligência (intelecto, intuição, memória, imaginação, e outros); mente; corpo do pensamento.
2. Formas-pensamento- são as formações mentais modeladas e organizadas pelo pensamento e a imaginação; formas mentais; formas ideoplásticas.
3. Psicossoma - veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta no plano extrafísico; corpo astral; perispírito; corpo espiritual; astrossoma; corpo dos desejos; corpo psíquico; corpo emocional; corpo fluídico; corpo sutil; duplo astral.
4. Maya - do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.
Obs.: Como um excelente complemento a esses esclarecimentos projetivos de Ramatís, posto na sequência um excelente texto do meu amigo Enki, professor de Yoga e pesquisador das experiências fora do corpo.

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A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA E A BUSCA PELA LUCIDEZ
(Essa matéria foi publicada na edição especial sobre "Viagens Fora do Corpo" - da Revista de Espiritismo Cristão - Ano 2 - Número 7 - Janeiro de 2003 - Editora Vivência. Aqui o texto está na íntegra, sem os cortes normais de edição de uma revista, e com notas de rodapé adicionais.)
- por Enki -
Um dos pontos mais buscados dentro do estudo da projeção da consciência (1) é a lucidez extrafísica.
A Projeção da consciência é caracterizada pela presença de três estados distintos de lucidez consciencial. São eles:
a) Inconsciência ou total falta de lucidez - No estado de inconsciência, geralmente, "dormimos" acima do corpo físico, ficando presos à cúpula de energia que envolve e protege o corpo físico durante a projeção (2). No entanto, em alguns casos, nosso corpo espiritual (3) pode se dirigir ao local, pessoa ou atmosfera psíquica em que estávamos sintonizados nos momentos anteriores ao sono. É possível para o projetor consciente ver o corpo extrafísico de encarnados flutuando à deriva.
b) Semiconsciência ou lampejos de lucidez - É caracterizado pela retomada esporádica da lucidez. Em muitos casos, um estado de torpor toma conta do projetor e esse não consegue identificar com clareza o que acontece com ele, como se estivesse embriagado. O processo de saída ou volta ao corpo nem sempre é percebido. Geralmente retomamos a lucidez no meio da projeção.
c) Consciência ou lucidez: O estado de total lucidez é caracterizado pelo total controle dos processos projetivos pelo praticante, onde esse interage "conscientemente" com o meio onde se encontra projetado.
Mas o que é lucidez realmente?
O que é estar lúcido?
De maneira geral chamamos de lucidez o estado mental onde percebemos a nós mesmos e o ambiente ao redor e interagimos com os objetos exteriores à nossa mente. É quando o senso de "EU" está presente e ativo.
Esse sentido de Eu ou Ego é o principal agente na obtenção da lucidez, seja ela física ou extrafísica, pois ele é o intermediário entre as percepções captadas pelos órgãos dos sentidos, levando-as ao contato com o princípio inteligente que interpreta essas percepções, transformando-as em sensações.
Portanto, é importante ter a certeza de que o Ego, muitas vezes criticado pelas correntes espiritualistas, é extremamente importante para o crescimento espiritual, pois se usado corretamente pode se transformar em aliado poderosíssimo.
Ramakrishna (4), sábio hindu que viveu no século XIX, costumava dizer que, se ainda não era possível aniquilar o senso de Eu, que seria interessante usá-lo ao nosso favor.
Mas como fazer isso?
De maneira a analisar o nosso Eu, nós temos que começar analisando os objetos dos sentidos e a suas relações com o corpo material.
Nós possuímos cinco sentidos de percepção mais a mente que processa essas informações. Esses cinco sentidos são portas pelas quais nosso ego individual entra em contato com o mundo exterior.
Através das vibrações recebidas pelos objetos exteriores é que construímos a nossa realidade.
Tomaremos como exemplo a percepção das cores.
Através dessas vibrações nós vemos cores diferentes nos objetos e a visão dessas cores vem através de vibrações especificas que entram em contato com os nossos globos oculares e é através dos globos oculares que essas vibrações são focadas, e então é produzida uma imagem invertida nas retinas.
Nós não estamos cientes dessa imagem invertida, mas essa imagem invertida, seja de uma cadeira ou de qualquer outra coisa, produz certas mudanças nos nervos óticos. As vibrações captadas pelos nervos óticos são levadas pelas células do cérebro e uma nova mudança ocorre, e essa mesma vibração é traduzida pelo Ego em sensações. Ego é o agente do princípio inteligente, da Consciência ou Em Si do ser.
Se essas vibrações não forem traduzidas em sensações por um princípio consciente, elas permanecerão apenas como vibrações.
As que são traduzidas como percepções se transformam em sensações e outro processo mental se desenrola e essas percepções serão transformadas ou convertidas em conceitos.
Sendo assim, se eu fechar meus olhos e pensar em uma cadeira, estarei desenhando uma forma mental da mesma cadeira. Isso é um conceito.
Você tem a forma ou conceito da cadeira, e a chama de cadeira e quando você vê algo semelhante a uma cadeira, você compara isso com o seu conceito de cadeira. Se isso não for semelhante ao seu conceito, você a chama de qualquer outra coisa. Esse mesmo processo é usado para formar conceitos sonoros (ex.: o som de uma bateria, de um carro, ou de um rojão).
Mas essas percepções só se tornarão sensações se houver um princípio inteligente operando nos bastidores.
Um corpo sem vida pode estar com os órgãos dos sentidos em perfeito estado, mas mesmo assim não irá produzir sensações, pois o princípio inteligente já não está mais presente.
Esse processo analítico é muito importante para o conhecimento das operações do Eu. Quando nós despertamos para essa análise, tentamos traçar a causa da sensação e, feito isso, estaremos aptos para descobrir o objeto causal das percepções e das sensações. Para isso um novo processo mental se desenrola e a mente tenta traçar a sua causa. Não são os órgãos dos sentidos que tentam traçar a causa, mas sim a mente inteligente.
Então nós projetamos nosso conceito de nossa mente para o exterior e pensamos que alguma coisa produziu a sensação. E assim nós identificamos a cadeira como cadeira. Mas de fato nós nunca vimos uma cadeira.
Isso parece estranho, não é mesmo? A cadeira não existe? Ao que tudo indica, parece que isso é verdade. Nós não podemos ver a cadeira externa e nós apenas podemos ficar conscientes da sensação. Tentarei explicar essas afirmações nas linhas abaixo.
O que vemos é produto de nossa carência emocional.
A Consciência emana a todo instante sentimento em todas as direções.
Essa emanação é fruto da carência de perceber a si mesma.
O primeiro plano onde essa carência se manifesta é o plano mental (lembrando que aglutinamos os sete planos em apenas três). Se nesse plano a minha emanação de sentimento encontra resposta, ela volta à consciência e a mesma se torna mais sábia. Se isso não ocorre, mais energia é empregada e a minha consciência se manifesta no plano astral. O processo se repete e se minha carência não for preenchida, mais energia é empregada e eu me manifesto no plano físico.
Encarnamos para satisfazer nossas carências e, assim, nos tornarmos consciências mais completas, sábias. A manifestação física é baseada na interação dos cinco sentidos e da mente com os objetos com que nos relacionamos. Os nossos sentidos estão captando vibrações dos objetos a todo instante e a nossa relação com esses objetos tem como objetivo nos tornar mais completos, plenos. Quando os nossos sentidos interagem com os objetos uma sensação é produzida e essa sensação deixa uma impressão na nossa mente. Essa impressão nós chamamos de prazer e pode ser dividida em "gosto" e "desgosto".
A impressão deixada fica adormecida, latente até que ela encontre as condições favoráveis para se manifestar novamente. Mas o que buscamos de fato? Qual é o objetivo real de nossas buscas? Felicidade.
Queremos nos sentir, livres, plenos, absolutos, completos. Quando nos relacionamos com um objeto, seja uma cadeira, um chocolate, ou qualquer outra coisa, buscamos nessas relações a satisfação de nossa carência de ser feliz e pleno. Nesse processo temos a oportunidade de perceber que os prazeres, a suposta felicidade originada dessas relações, são efêmeros, logo se esvaem, e rapidamente estaremos transportando nossa busca para outro objeto. Infelizmente, na maioria das vezes, nós não estamos conscientes desse processo.
Nós entramos em contato com muitos objetos, mas só ficamos conscientes de uns poucos. No entanto, todos os objetos com os quais os órgãos dos sentidos entram em contato modificam a mente, deixando impressões, que podem ser subconscientes ou subliminares.
Quando converso com alguém, o meu foco principal de atenção é a pessoa. No entanto, os meus órgãos dos sentidos estão trabalhando em conjunto com a minha mente e me dizendo se a roupa da pessoa me agrada ou não, se a voz dela me agrada ou não, se as cores do ambiente me agradam ou não, se os sons me agradam ou não, e por aí vai...
Todas essas relações são armazenadas na mente e separadas baseadas na relação de gosto e desgosto que temos com elas. Nossa mente é como um lago, onde a superfície representa a relação mente/objeto de forma mais direta. O fundo do lago representa as impressões captadas pela mente e que estão "adormecidas", em sua forma latente. É o que chamamos de subconsciente.
Mas algumas vezes a superfície do lago se agita, revolvendo os detritos do fundo do lago, levando-os para a superfície. Da mesma maneira, quando surge um momento propício, informações de nosso subconsciente "sobem" para a mente consciente. Isso ocorre o tempo inteiro e nós nem percebemos.
Por exemplo: nesse exato momento, algumas pessoas que estão lendo esse texto podem estar balançando o pé, ou então, balançando o corpo. Por quê?
Porque certa música surge em minha mente de uma hora para outra, "sem mais nem menos"? Qual o estímulo que me levou a balançar o pé ou colocar a mão no queixo? Estou ciente disso? Geralmente não, mas os impulsos existiram e são possíveis de se descobrir com o uso do discernimento.
Esses são exemplos de sensações do subconsciente que se tornam objetos de nossa mente "consciente" sem que percebêssemos o processo. Muitas de nossas ações "conscientes" são, na verdade, frutos de estímulos de nossa mente subconsciente que "vem à tona" na mente consciente. Sabendo desse processo, pergunto: Estamos lúcidos? Não. Temos momentos de lucidez. Tanto dentro como fora de nosso corpo físico.
O estudante espiritualista costuma dividir o Homem em três corpos: o corpo mental, o corpo astral e o corpo físico.
Aceitamos o fato de que o corpo mental é "mais rápido" do que o corpo astral, e que o corpo astral é "mais rápido" do que o corpo físico. Pensar (mental) é mais rápido do que sentir (astral), que é mais rápido do que a ação física. A percepção consciencial no nível mental é extremamente difícil, pois as emanações são extremamente sutis. Essas vibrações sofrem uma densificação no plano astral, mas mesmo assim ainda são rápidas para nossa percepção consciencial. A manifestação no plano físico é a mais densa e mais lenta das três, mas ainda é rápida para nossa manifestação consciencial atual.
Todas essas manifestações ocorrem em seus mais variados graus, não sendo algo estático ou pré-definido. Do mental ao astral há infinitas gradações, e do astral ao físico também, pois uma manifestação consciencial nunca é igual à outra. Para ilustrar melhor o que foi dito acima, usaremos o simples exemplo de comprar uma maçã.
No plano mental, se desejo uma maçã, instantaneamente surge uma para mim. Eu fiquei mais sábio com isso? Não, foi tão rápido e eu sou tão imaturo que não assimilei o processo, pois ele carecia de algo com o qual eu me identifico muito: emoção.
Já no plano astral, com um pouco de concentração a maçã se forma em minhas mãos. Isso requer mais tempo que a manifestação mental, mas mesmo assim é muito rápido se comparado ao plano físico. Fiquei mais sábio com essa manifestação astral? De maneira geral, posso dizer que não. A experiência ainda é muito rápida e eu, imaturo que sou, não compreendi os processos. Percebo apenas um traço da experiência, pois já há a emoção presente no processo.
No plano físico, para eu ter a maçã eu preciso comprá-la (na maioria das vezes, mas esse exemplo também serve para aquele que apanha a maçã da árvore). Para comprá-la eu preciso de dinheiro. Para ter o dinheiro eu preciso trabalhar; para trabalhar preciso de uma profissão; para exercer a profissão, preciso de uma qualificação; para ser qualificado preciso ter estudado, e por aí vai...
A quantidade de ações que eu tive que desenvolver para poder ter a maçã me colocaram em diversas experiências, e são essas elas que podem me deixar mais sábio. No entanto, nem sempre nos tornamos mais sábios. Por quê? A interação com a maçã produz em nós uma modificação emocional (o prazer - gosto e desgosto) e essa identificação emocional é tão forte que tolhe a percepção direta da Consciência.
Será que o plano físico é muito rápido para nós? Parece que sim. Se não o é, por que repetimos os mesmos erros várias vezes? Por falta de atenção nessas interações e pelo nosso descontrole emocional (parecemos macacos indo de galho em galho, ou de desejo a desejo), estamos cada vez mais enraizados no ciclo reencarnatório.
O nosso corpo astral é a sede de nossas emoções, portanto, o controle emocional é uma das chaves para a lucidez. Entendendo as nossas relações com os objetos (e no nosso estudo tudo é objeto e nós somos o sujeito), estaremos nos tornando cada vez mais lúcidos, despertos e essa lucidez se refletirá fora do corpo físico. O que me adianta buscar a lucidez astral se não consigo controlar a minha raivinha durante o trânsito da cidade?
O nosso corpo físico funciona como um freio, pois ele nos permite perceber as emanações emocionais com mais clareza. Mesmo não dando muita importância para elas, ou nem mesmo percebendo-as, elas existem. E são essas variações emocionais que causam a falta de lucidez, seja ela física ou extrafísica.
O que somos aqui não é diferente do que somos fora do corpo. Somos um só. No entanto, os meios onde me manifesto são diferentes. O corpo físico obedece a leis naturais específicas do plano material e o corpo astral obedece às leis naturais específicas do plano astral. Nada é místico ou esotérico, mas sim natural e passível de investigação, entendimento e controle.
Sair do corpo não é privilegio ou dom. É um processo natural que envolve muita responsabilidade, assim como estar no corpo. A busca pela lucidez não é - ou não deveria ser -, uma exclusividade dos projetores ou estudiosos da projeção astral (5). Ela é a chave para o processo de iluminação, de despertar. Nossa felicidade não está condicionada a uma mudança de plano. O paraíso é portátil, está dentro de cada um de nós. O inferno também, se assim quisermos.
Estar encarnado é oportunidade de experiência, de crescer e ter a chance de compreender os processos da Existência. Dentro ou fora do corpo o importante e estar lúcido, e a busca pela lucidez é um ato de amor de nós a nós mesmos e ao mundo.
- Nota: Enki é o pseudônimo de Luiz Fernando Mingrone, professor de Yoga do IPPB - formado pelo Shivananda Institute of Yogic Studies, com sede em Rishikesh, Índia.
Possui mais de dez anos de experiência no ensino das filosofias do Yoga, Tantra e Vedanta. É pesquisador e ministrante de cursos e palestras sobre espiritualidade oriental. É o orientador do ESULC - Espaço Universalista Luz da Consciência, onde ministra cursos sobre Tantra, Yoga, Meditação, Projeção Astral, e Bioenergia, dentre outros. É um dos maiores estudiosos do Hinduísmo no Brasil.
Para mais detalhes sobre o seu trabalho, ver sua coluna na revista on line do nosso site - www.ippb.org.br
- Notas do texto (por Wagner Borges):
Para facilitar o entendimento dos leitores, peço permissão ao Enki para colocar algumas notas explicativas sobre algumas expressões projetivas.
Vamos a elas.
1. Projeção da consciência - É a capacidade parapsíquica (inerente a todas as criaturas) que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico; viagem astral (Ocultismo); projeção astral (Teosofia); projeção do corpo psíquico (Ordem Rosacruz); experiência fora do corpo (Parapsicologia); viagem da alma (Eckancar); desdobramento, desprendimento espiritual ou emancipação da alma (Espiritismo).
2. Cúpula de energia (ou faixa de atividade do cordão de prata) - Durante a projeção, é formada uma cúpula de energias que envolve totalmente o corpo físico e o interpenetra em todas as partes. Essa cúpula se estende de três a quatro metros ao redor do corpo físico, em todas as direções. Sua origem e funcionamento estão intimamente relacionados com a ação do cordão de prata, do qual ela faz parte. É, por assim dizer, a parte mais densa do cordão de prata que se expande e envolve o físico, vedando-o totalmente. Esse perímetro energético é denominado de faixa de atividade do cordão de prata e é responsável por uma série de fenômenos projetivos, tais como: catalepsia, oscilações do psicossoma, tração do cordão de prata, repercussões físicas, ballonnement, e outros.
Portanto, o projetor não deve recear que alguma entidade desencarnada se aposse de seu corpo físico, abandonado durante a projeção. Isso é impossível, devido à ação dessa faixa de atividade do cordão de prata, que mantém o corpo físico isolado de qualquer interferência extrafísica.
Obs.: Cordão de prata - Conduto energético que liga o corpo espiritual ao corpo físico; cordão astral, cordão fluídico; cabo astral, cordão de luz; laço vital; fio de prata; cordão perispirítico.
3. Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz - Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
4. Paramahamsa Ramakrishna - mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
5. Para mais informações sobre as experiências fora do corpo, ver o meu livro "Viagem Espiritual - II" - disponibilizado para leitura gratuita em nosso site - www.ippb.org.br


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