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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Você só tem que se salvar de si próprio


Por Mauro Losch

Até quando a gente vai insistir em buscar tudo do lado de fora?
Quanto tempo vamos levar para aceitar que não temos que entender, e sim SER?
Teimamos em buscar a sabedoria através da mente e isso é impossível.

Sabedoria vem através do nosso coração divino.
O mundo se tornou tão complexo que estamos enlouquecendo.
São infinitos modelos de carros, tvs, celulares, computadores.
Infinitas profissões, especializações, opiniões, visões políticas, e etc...
Aí a gente se cansa disso tudo e vai buscar a ESPIRITUALIDADE e dá de cara com um monte de livros, canalizações, canalizadores, seres estelares daqui ou dali, livro de Urântia, teorias de conspirações, etc...
CARAMBA! A ESPIRITUALIDADE TAMBÉM É MUITO COMPLICADA?
NÃO , NÃO É . NÓS É QUEM TEIMAMOS EM COMPLICAR TUDO.
AHHH! A gente adora inventar coisas para preencher a mente.
Adoramos dramas, técnicas, previsões, análises, teorias e esse monte de besteiras.
Realmente importa se você é de origem Siriana, Pleiadiana, Egípcia, Arcturiana, Lemuriana, Atlante ou sei lá mais o quê?
Que diferença isso faz?
Você sente que tudo isso é verdade ou simplesmente acredita porque alguém falou ou leu em algum lugar?
Tá tudo uma bagunça tremenda! Como você vai fazer para saber qual canalização é confiável ou não?
E se o BICHO PEGAR prá valer e algum evento cósmico causar mesmo uma grande mudança e tudo que conhecemos for pro saco?
É... Não vai ter internet, telefone e nem tv. Você vai se orientar por qual canalização? Vai confiar em quem? QUEM VAI TE GUIAR?
Aprendi que só posso confiar na minha Essência Divina e só devo dar ouvidos à ela e ponto.
AHHH... Mas como você aprendeu a confiar em sí mesmo Mauro?! Como você tomou consciência do SER que é?
Não foi lendo, se informando e fazendo curos de tecnologias espirituais?
Durante parte de minha caminhada isso ajudou e muito, sou grato , mas CHEGA né?

TÁ NA HORA DE ANDAR POR SÍ PRÓPRIO.
Todos os MESTRES sempre dizem:

"BUSQUEM A VERDADE DENTRO DE VOCÊS."

"DESPERTEM SUA CONSCIÊNCIA DIVINA."

"LIBERTEM-SE DO EGO."
Se existem os escuros, conspiração, iluminatis, projeto Haarp, objetos vindo do espaço, Nibirú e etc... Eu pergunto: E DAÍ? Você vai fazer o quê? Isso importa?
Será que isso tudo não são armadilhas para que continuemos presos na mente? Isso te ajuda a ser mais CONSCIENTE?
Você precisa saber para onde correr e se esconder? Precisa de abrigo contra as coisas que podem acontecer? VOCÊ TÁ COM MEDO DO QUÊ?
Pior são os esotéricos de carreira ou de carteirinha, xiii...
Eles são os que abriram caminho, tiveram coragem de começar, mas parece que agora que a NOVA ENERGIA chegou, eles não conseguem embarcar na onda.
Ficaram presos na velha energia, nos velhos conceitos que tanto estudaram e leram por tantos anos. E aí eu repito:
Você sente que tudo isso é verdade ou simplesmente acredita porque alguém falou ou leu em algum lugar?
Quem realmente acha que na hora da morte, tudo que a gente estudou ou leu vai fazer alguma diferença?
Pergunte para sua essência EU SOU ou então à Deus, Mestres ou Arcanjos o que realmente faz diferença da hora da morte.
Você está buscando o quê? Se salvar?
Pois vou te contar a uma coisa, VOCÊ SÓ TEM QUE SE SALVAR DE SÍ PRÓPRIO.

Mauro

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aprenda a confiar em sua sabedoria interior


SABEDORIA DOS ANJOS com Sharon Taphorn
6 de Dezembro de 2010

Você sabe o que fazer. Confie em sua sabedoria interior.


A Sabedoria dos Anjos lhe lembra para confiar em sua sabedoria interior e agir quando for adequado. Permaneça otimista e focado em seus desejos. Confie que cada passo o está guiando em direção aos seus objetivos e não desista antes que veja os milagres ocorrerem.

A Sabedoria é a inspiração divina dentro de você. Os anjos pedem que você se conecte com o seu centro tranqüilo e ouça a sabedoria de sua alma. Esta conexão o ajuda a tomar decisões e a agir a partir do seu próprio eu infinito com quem você está sempre conectado, pois é o autêntico você.

Afirme frequentemente: “Eu estou conectado e ouço a minha sabedoria interior.”

Você é ternamente amado,

Os Anjos

www.playingwiththeuniverse.com

Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br

Do site Luz de Gaia

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobre Simplicidade e Sabedoria



Por Rubem Alves

Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.

Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus vôos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por 10.000 coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Com os adultos acontece o contrário. Para eles a multiplicidade é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se, para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos a multiplicidade tem o nome de dever. Os adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cada manhã 10.000 coisas os aguardam com as suas ordens (para isso existem as agendas, lugar onde as 10.000 coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.

No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.

Jesus contava parábolas sobre a simplicidade. Falou sobre um homem que possuía muitas jóias, sem que nenhuma delas o fizesse feliz. Um dia, entretanto, descobriu uma jóia, única, maravilhosa, pela qual se apaixonou. Fez então a troca que lhe trouxe alegria: vendeu as muitas e comprou a única.

Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das 10.000 coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as 10.000 coisas aparecem e desaparecem sem cessar.“ O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho. A última das tentações com que o Diabo tentou o Filho de Deus foi a tentação da multiplicidade: “Levou-o ainda o Diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória e lhe disse: ‘Tudo isso te darei se prostrado me adorares.’“ Mas o que a multiplicidade faz é estilhaçar o coração. O coração que persegue o “muitos“ é um coração fragmentado, sem descanso. Palavras de Jesus: “De que vale ganhar o mundo inteiro e arruinar a vida?“ (Mateus 16.26).

O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. Adverte o escritor sagrado: “Não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne“ (Eclesiastes 12.12). Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar“. Saberes não são lar. São, na melhor das hipóteses, tijolos para se construir uma casa. Mas os tijolos, eles mesmos, nada sabem sobre a casa. Os tijolos pertencem à multiplicidade. A casa pertence à simplicidade: uma única coisa.

Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.“

Diz T. S. Eliot: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?“

Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha.“

Sabedoria é a arte de degustar. Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado. “A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço.“ Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas“. Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, para e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?“ E assim, depois de meditar, escolhe um...

A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.

O Vinícius escreveu um lindo poema com o título de “Resta...“ Já velho, tendo andado pelo mundo da multiplicidade, ele olha para trás e vê o que restou: o que valeu a pena. “Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas...“ “Resta essa capacidade de ternura...“ “Resta esse antigo respeito pela noite...“ “Resta essa vontade de chorar diante da beleza...“. Vinícius vai, assim, contando as vivências que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.

As coisas que restam sobrevivem num lugar da alma que se chama saudade. A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo. É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular: “Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás...“ Oramos para que aquilo que se perdeu no passado nos seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem.

Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas: cenários, lugares, alguns paradisíacos, outros estranhos e curiosos, viagens, eventos que marcaram o tempo da minha vida, encontros com pessoas notáveis. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.

Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenha brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas: cenas, quadros: um filho menino empinando uma pipa na praia; noite de insônia e medo num quarto escuro, e do meio da escuridão a voz de um filho que diz: “Papai, eu gosto muito de você!“; filha brincando com uma cachorrinha que já morreu (chorei muito por causa dela, a Flora); menino andando à cavalo, antes do nascer do sol, em meio ao campo perfumado de capim gordura; um velho, fumando cachimbo, contemplando a chuva que cai sobre as plantas e dizendo: “Veja como estão agradecidas!“ Amigos. Memórias de poemas, de estórias, de músicas.

Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...“ Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...“ Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples.

Do site A Casa de Rubem Alves
(Concerto para corpo e alma, pg. 09.)