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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Libertar-se do ego. É possível?



Eckhart Tolle, do livro O Despertar de uma Nova Consciência
Libertar-se dele não é verdadeiramente um grande trabalho, mas uma tarefa muito pequena. Basta estarmos conscientes dos nossos pensamentos e das nossas emoções à medida que eles vão surgindo.

Não se trata de “fazer”, e sim de “ver” com atenção. Nesse sentido, é verdade que não há nada que possamos fazer para nos libertar do ego. Quando essa mudança acontece, ou seja, quando passamos do pensamento para a consciência, uma inteligência muito maior do que a esperteza do ego começa a agir na nossa vida.

As emoções e até mesmo os pensamentos são despersonalizados pela consciência. A natureza impessoal de ambos é reconhecida. O eu deixa de existir neles. São apenas emoções e pensamentos humanos.

Toda a nossa história pessoal, que, em última análise, não passa mesmo de uma história, de um amontoado de pensamentos e emoções, adquire uma importância secundária e não ocupa mais o primeiro plano da nossa consciência. Ela deixa de formar a base para nosso sentido de identidade.

Nós somos a luz da presença, a consciência de que somos mais importantes e mais profundos do que quaisquer pensamentos e emoções.

domingo, 29 de maio de 2011

Lixo e lixos


Ontem a noite vi um dos meus textos, a "Prece pelo despertar" num fórum.
Alguém postou e o dono do fórum condenou:
Com todo respeito a autora, sinceramente; haja memória pretensiosa... essa é a diferença entre se escrever uma "oração" e um "decreto"... o "decreto" podemos jogar no lixo...

Sabe, leitores queridos. Nessa hora me pergunto se essa exposição vale mesmo a pena.
Se ficar cuidando dos meus cachorros não é muito mais prazeroso que ter que viver esse tipo de situação.

Eu escrevi uma prece, um texto. Para o meu blog, e para os meus amigos que o frequentam.
E se não estiver dentro das expectativas de quem quer que seja, é tão simples! Como diz meu querido amigo e Pai do Nave Anthonio Magalhães: uns 2 ou 3 cliques resolvem.

Não pretendo que o que faço caiba na crença de ninguém. Não pretendo que o texto, que foi uma prece, caiba em moldes do que seja um decreto na visão de alguém, ou algo assim. Não sei, não me interessa saber o que é um decreto, fiz uma prece a partir do meu coração. Fujo de grupos, de pessoas que ditam o que é certo e errado e não me submeto a isso.
Não pedi que fosse publicado em fórum nenhum, e já me expressei formalmente para que seja retirado.

Pretensiosa! Como pode alguém que não me conhece me enxergar assim? Como pode alguém sair do trabalho de luz a que imagino que se propôs para atacar assim?
Existe uma técnica rançosa e ultrapassada que consiste em expor o outro, seja ao ridículo, seja apontando seus pontos fracos, para que se sobressaia a pseudo vantagem ( intelectual, ou quaisquer outra). Ou trocando em miúdos: "eu sou tão bom nisso que posso julgar e rotular você".

É óbvio que todos podemos dizer o que pensamos a respeito do que quisermos. E quando alguém se sente invadido que reclame. É o que estou fazendo.
Repito que não faço ou fiz nada para caber em crença nenhuma.

E quanto à jogar meu texto no lixo. Que pesado e cruel não? Essa sentença distoa totalmente da frase que emprega a seguir (Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo...).
Todos temos o direito de nos expressarmos, e eu respeito profundamente tudo que leio. Se não me serve, então não publico, não acolho. Mas também não julgo, não rotulo e não condeno ao lixo.

Estamos encarnados nessa época única para construirmos através do amor, da mansidão, da alegria, um novo mundo. Não há adversários, não há uma disputa, não existe uma competição para vermos quem é o melhor. Aos olhos mansos e cheios de amor, realmente não há. O único grande empecilho é a nossa falta de entendimento desse processo.

Escrever esse post, falar disso, ter que entrar em contato com gente tão "poderosa" me fez perder energia e me perguntar até que ponto expor-se dessa forma vale a pena.

Em unidade e mansidão,
Ana Paskakulis.

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Informando aos leitores:
Depois da minha reclamação o tópico foi retirado e o dono do site respondeu o seguinte:
"...Pode escrever a Ana que peço perdão pela resposta a sua postagem, que foi um descuido, não há justificativa, e que o tópico em si foi retirado. E que ela poderia ter se dirigido a mim sem problema nenhum".

Adoro esse cheirinho das coisas nos seus devidos lugares.

Obrigada pelo apoio dos que estão sempre por perto, esses fazem tudo valer a pena.

E voa Nave Mãe!