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domingo, 26 de dezembro de 2010

O agradecimento dos animais pelo Natal, ou, hoje sou uma Estrela


Esqueça o oba-oba das lojas, os empurrões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não-humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o
filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.

O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia-a-dia.

‘Obrigado Papai Noel ou menino Jesus por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.

Obrigado Deus humano pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma família de humanos.

Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, então eu aceito meu castigo.

Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à
meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.

Obrigado meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presente neste Natal, que
nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.

Obrigado Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e
doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais
animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

Obrigado Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de
andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até
apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.

Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem
chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a platéia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

Obrigado menino Jesus por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar.Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.

Marcio de Almeida Bueno

Da Rede Social Vista-se

Nave Mãe Diz:

Que DOR ler isso, que baita nó na garganta que ainda não se desfez, aqui em mim.

Que essas verdades cheias de agonia, (sim, a palavra é AGONIA, para aqueles que nasceram para a liberdade e “ganham” esse destino), mudem alguém, mudem escolhas de alguém.

Para quem pensar: "esse post não combina com a alegria das festas", respondo:

Pergunte ao seu coração se o sofrimento lancinante deles combina.

Rogando a Deus que essa paisagem abominável em breve termine,

ANA.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal. Feliz encontro com Ele!

É quase palpável a comoção nos corações na época de Natal

Deixando de lado a intenção comercial, gritante disso tudo

A matança do presépio, gula liberada, excessos


Deixando de lado essa paisagem feia,

Imaginemos como fica a Terra mais iluminada nesse tempo!

As energias de Luz, Crísticas, amaciam até os corações mais durões

O Planeta adquire uma aura de união e de alegria

Portais de cura se abrem, já que os anjos humanos abriram as

Portas de seus corações, unindo o Divino em nós com o Divino do Todo!


Aos que ficam tristes nessa época, digo que também já fiquei

A sensação de ver todo mundo feliz e você não encontrar uma razão pra isso

Te digo que isso passa se focarmos na interação coração humano-coração Divino


Venho te desejar então, um feliz Natal.

Comemorando a vinda de Cristo à Terra, e que isso vá além

No dia 26, que seu coração continue na energia Crística,

Que o nascimento dela seja uma constante

Que essa mansidão, essa ternura não se apague depois das festas


Entre com alegria nesse portal de Luz que está aberto

Encontre o seu Eu verdadeiro, e não o deixe mais

Cure-se, cure o mundo ao seu redor

Descubra um lugar lá pra você, mude-se pra lá, ou

Ainda, traga esse mundo para dentro de você.


Todos os anos essa oportunidade se repete e te é oferecida

Os céus estão em festa, o abraço Dele esperando você!

Aproveite-a esse ano!


Natal: não faça dele uma data insana, entenda-a,

Cristo, o nosso amigo, alegre, te espera de braços abertos,

Ele te espera, para que enfim, entenda:

Ele veio, está conosco, está aí dentro, aqui em mim também,

Não só hoje e amanhã, mas a cada manhã, e sempre


Sinta, sinta!

Fecha os olhos, e vê com a visão interna a chuva de luz

que vem dos Céus, aquieta a festa mundana,

Ativa a festa interna, da Unidade com Ele.

Feliz Presença Crística, em todos nós!


Com imenso amor, e de mãos dadas com Ele,

Ana Paskakulis

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Por que tristeza no Natal?

Osho, em "The Dhammapada: The Way of the Buddha (volume 8)"

Pergunta a Osho:

Por que eu sinto tristeza em relação ao Natal, quando toda a mensagem é alegrar-se e ser feliz?

A mensagem de Cristo é alegrar-se e ser feliz. Mas essa não é a mensagem do cristianismo. A mensagem do cristianismo é: seja triste, com cara de poucos amigos, olhar de coitado; quanto mais coitado você parecer, mais santo você é.

Às vezes eu realmente fico sensibilizado pelo pobre Jesus. Ele caiu na companhia errada, e eu me pergunto como ele está lidando no paraíso com todos esses santos cristãos, tão tristes, tão aborrecidos.

Ele não era um homem aborrecido, ele não era um homem triste — elenão podia ser. A palavra cristo é exatamente um sinônimo de buda. Ele era uma pessoa iluminada. Ele regozijou-se a vida, nas pequenas coisas da vida. Ele regozijou-se ao comer, ao beber, ao fazer amigos. Ele amava o companheirismo, ele amava toda a vida.

Mas os cristãos ao longo dos séculos o pintaram como sendo muito triste. Eles o pintaram sempre na cruz, como se por 33 anos ele sempre estivesse na cruz. E no meu entender um homem como Jesus não morre triste, mesmo na cruz. Ele deve ter rido antes de morrer.

Isso é o que al-Hillaj Mansoor fez antes de ser morto pelos fanáticos muçulmanos, porque ele havia declarado: Ana'l haq — Eu sou Deus. Muçulmanos não podiam tolerar isso, assim como os judeus não podiam tolerar Jesus. Mataram-no — mas, antes que o matassem, ele olhou para o céu e gargalhou.

Cem mil pessoas se reuniram para ver esse fenômeno horrendo, o assassinato de um dos maiores seres humanos que já caminharam sobre a terra. Alguém da multidão perguntou: "al-Hillaj, por que você está rindo? Está sendo morto!" E ele foi morto da forma mais cruel, pedaço por pedaço.

A crucificação de Jesus não é nada comparada à de Mansoor: primeiro as pernas foram decepadas, então suas mãos foram cortadas fora, e depois os olhos foram retirados, e então seu nariz foi cortado fora, e em seguida sua língua foi cortada fora, e então sua cabeça foi decepada. Eles torturaram-no tanto quanto foi possível, mas ele riu. Alguém perguntou: "Por que você está rindo?"

Mansoor disse: "Estou rindo porque o homem que você está matando é outro alguém, eu não sou ele. Eu estou rindo para Deus também. O que está acontecendo? — essas pessoas enlouqueceram? Elas estão matando outro alguém! Eu, você não pode matar, é ridículo, todo o seu esforço é ridículo. Então deixe que isso seja lembrado, que fique registrado que eu ri da sua tolice!"

E é exatamente isso que Jesus deve ter feito, riu. Mas os cristãos têm tentado o seu melhor para representar Jesus como triste. Eles fabricaram um santo sem nada de um autêntico e real ser humano, eles cortaram tudo fora. Os evangelhos não são histórias verdadeiras, muito tem sido alterado, muito tem sido reduzido, muito tem sido acrescentado. Eles se tornaram meras ficções.

Ao longo dos séculos, os cristãos têm tentado retratar Cristo como mais e mais triste. Por quê? — porque por todo o mundo a religião tem sidodominada por um tipo neurótico de pessoas. Tem sido dominada por pessoas masoquistas, sádicas.

No Oriente também: hinduísmo, budismo, jainismo — todos estão sendo dominados por pessoas masoquistas, gente que gosta de se torturar, pessoas incapazes de viver a vida em sua totalidade. Gente que écovarde demais para viver, escapistas, têm dominado a religião até agora. Esses escapistas têm representado Buda como alguém sem risos, Mahavira como alguém sem risos.

E os cristãos realmente dizem que Jesus nunca riu na sua vida. Você pode acreditar nisso? Jesus nunca riu na vida? - e ele gostava de beber e comer, gostava de jogadores e prostitutas, gostava de todos os tipos de pessoas, e ele nunca riu?

Você pode imaginar que um homem como Jesus, que podia festejar por horas com seus amigos, nunca riu? É inconcebível! Como você pode ficar bebendo vinho e comendo por horas sem rir? Ele deve ter brincado, ele deve ter contado histórias engraçadas. Cortaram isso na edição.

Ele era um homem muito verdadeiro, e muito corajoso. Ele aceitou Maria Madalena, famosa prostituta da época, como sua discípula. Issorequer coragem, requer ousadia. Não posso acreditar que ele nunca riu.

Eu prefiro acreditar em uma história muito fantasiosa sobre Zaratustra — a de que a primeira coisa que ele fez quando nasceu foi gargalhar. Nisso eu posso acreditar, mas eu não posso acreditar nessa história sobre Jesus, a de que ele nunca riu. Parece impossível.

Uma criança ... a primeira coisa que ele fez foi gargalhar. Mas eu posso acreditar nisso. Há uma certa beleza nisso, um certo significado. Isso simplesmente diz que Zaratustra nasceu sábio, nasceu iluminado, é isso. Se ele riu ou não, não é essa a questão.

E isso não parece muito difícil: se a criança pode chorar, porque ela não pode rir? Os médicos dizem que as crianças choram apenas para limpar a garganta, assim elas podem respirar mais facilmente. Mas isso pode ser feito de um jeito muito melhor por meio de uma gargalhada. E agora há médicos que dizem que se tomarmos o cuidado necessário as criançasnão choram; pelo contrário, elas sorriem. Isso é um bom começo. Logo Zaratustras virão.

Mas até agora os médicos têm sido muito cristãos. A primeira coisa que fazem é segurar a criança de cabeça para baixo e batem-lhe nas nádegas. Você espera que a criança ria? São belas boas-vindas ao mundo, colocar a criança de ponta-cabeça, dar-lhe uma pancada - um bom começo, porque toda a vida ela vai tomar pancadas no traseiro, de novo e de novo. E pendurada de cabeça para baixo, como ela pode rir? Não causa admiração que ela chore!

Agora há alguns médicos trabalhando em uma direção diferente. Eles trazem a criança para fora do útero da mãe de uma forma mais natural, eles não cortam o cordão umbilical imediatamente porque isso gera o choro, é violência. Eles deixam a criança sobre a barriga da mãe com o cordão umbilical intacto. Eles dão um bom banho na criança, um banho quente, eles colocam a criança em uma banheira de água quente com exatamente a mesma temperatura existente no útero da mãe.

No útero da mãe a criança está flutuando na água. A água tem o mesmo conteúdo da água do mar, salgada. A criança é colocada numa banheira com a mesma solução química salina, com a mesma temperatura. Elacomeça a sorrir. É uma recepção realmente muito bela.

E sem tubos de luzes fortes e ofuscantes: isso fere os olhos da criança. De fato, muitas pessoas estão usando óculos só por causa da insensatez dos médicos. A criança viveu por nove meses no útero da mãe, na escuridão, escuridão total. De repente, tanta luz: isso machuca seus delicados olhos. Você destruiu algo delicado nos olhos dela. A criança deve ser recebida com uma luz muito fraca, e a luz deve ser aumentada lentamente, lentamente, assim seus olhos se acostumam com a luz. Naturalmente, a criança sorri para um belo acolhimento.

Posso acreditar que Zaratustra gargalhou, mas não posso acreditar que Jesus jamais riu. Ele viveu 33 anos e não riu? — isso só seria possível se ele fosse completamente pervertido, completamente patológico, doente. Algo deve estar errado, se ele não riu. Mas não havia nada errado com ele; algo está errado com os seus seguidores. Eles representam seus santos, seus messias, seus profetas, como muito sérios, sombrios, tristes, só para mostrar que eles estão acima do mundo, que estão além do mundo, que não são mundanos. O riso parece superficial, parece não-espiritual.

É por isso — porque você foi educado como cristão. Embora a mensagem do Natal é alegrar e ser feliz, ainda existe uma tristeza, porque todo o cristianismo ensina você a ser triste. Não é uma religião de afirmação da vida, é de negação da vida. É de muito mais negação à vida do que o hinduísmo, de muito mais negação à vida que o judaísmo. Não tem senso de humor de modo algum. E uma religião sem senso de humor é doente, patológica. Precisa de tratamento psicológico.

Pedro, em pé no meio da multidão, olhou para Jesus na cruz. Enquanto olhava, viu claramente Jesus apontando para ele algo lá adiante.
"Psiu, ei, Pedro, vem cá", disse o Senhor.
Assim que Pedro moveu-se para a frente, dois guardas romanos bloquearam seu caminho e espancaram-no até que ele caiu no chão.
Alguns momentos depois, Pedro, machucado e sangrando, olhou para cima e viu Jesus de novo apontando para a frente.
"Psiu, ei, Pedro, vem cá!"
Olhando ao redor, Pedro percebeu que a multidão havia ido embora e também os soldados romanos. Ele se aproximou de Jesus: "Sim, Senhor, o que é? O que o Senhor quer? "
"Ei, Pedro", disse Jesus. "Adivinha? Eu posso ver sua casa daqui!"

Do Blog Palavras de Osho

Nave Mãe diz: também me sentia triste antigamente. É maya! Acredite, há alegria e vida por onde você olhar, por favor, acredite! De onde olhamos quando estamos cheios de véus, vemos tristeza, pela visão ofuscada e confusa... mas tente subir alguns degraus, você vai rir, e vibrar alegria e vida! Lindo Natal, lindo TUDO, pra todos vocês! O espírito Crístico nasce todos os dias, a todo momento! Nós somos o NOVO, portanto, nova e melhor visão, é o que eu desejo pra todos nós! AMO-OS!!!