sábado, 27 de outubro de 2012

Rejeições



O medo da rejeição é como uma bola de ferro atada à canela.
Não nos deixa ir muito longe...
Por isso tentamos nos encaixar no que esperam de nós, contrariando o que o coração implora, brilhando menos.

E se nos sentimos rejeitados, damos uns passos pra trás, doloridos.

Criamos uma casca na ferida e até que sare ficamos amargos, nos defendendo, com atitudes agressivas. Agressividade contida ou escancarada... alma em frangalhos...

Ou nos tornamos frágeis, chorosos, expostos, como que convidando que tudo machuque ainda mais. ‘Talvez eu mereça isso tudo...’

Só saímos da armadura quando confiamos novamente, e aí procuramos o abraço da alma que nos fortaleça e encoraje. Apostamos todas as fichas. É a hora de encontrar um grande amor, ou um grande amigo.
Nos apoiamos nisso, porque nos sentimos motivados.
‘Nem que o mundo vá contra mim, agora eu estou amando e protegido.’

E aí o amor parte. E o vazio volta.
E nos sentimos pouco amados, e a sensação de rejeição volta forte.
E de dor em dor, esconde-aparece, vamos vivendo.
Com medo de se expor de verdade, e doer de novo.

Aperta minha mão aqui, Anjo Humano.
Pensa, sente comigo.

Se o que vem de fora tem esse poder tão grande de te colocar pra cima ou de jogar no chão, é momento de refletir, e retomar seu poder.

Sinta, só te abala o que você permite que abale.
Àquilo em que você coloca toda a sua expectativa, seja na validação dos outros, seja no amor de fora que cure suas dores.
E com certeza, quando essas fontes de apoio falharem, vai doer, vai machucar simmm.

E porque você sabendo disso permite e continua a entregar-se dessa forma?

Posso falar disso com propriedade, porque já fiz muito isso, senti na alma.
Aliás, aqui, nada ensino ( como ensinar coisas a Mestres Encarnados? ), apenas compartilho o que deu certo pra mim. ;)

Assim que você parar de manter expectativas de como devem ser contigo, receberá o que vier com respeito, mas sem identificação. O mau humor do outro não é seu, não é pessoal, é dele. E tantas reações mais. Desindentifique-se.

E assim que possa agir por si, assumindo seus próprios riscos, sem sofrer com os resultados e julgamentos, entendendo que a sua trajetória de vida é única, especial e só você pode fazer, uau, terá dado um grande passo...

Nós nos relacionamos. Recebemos, damos. Compartilhamos!
Mas não são os relacionamentos que nos sustentam.
A sustentação deve vir de dentro, e ninguém pode fazer isso por você. 





Ana Paskakulis

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